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23/06/2016

La Niña: 7 fatos para entender o fenômeno climático

Saiba quais são as regiões do planeta mais afetadas pelo fenômeno e as previsões para as próximas estações no Brasil. Após mais de um ano com o clima sendo influenciado pelo El Niño, fenômeno que provoca um aquecimento das águas superficiais da região equatorial do Oceano Pacífico, o mundo já se prepara para a ocorrência de outro fenômeno climático, o La Niña, a partir de setembro.

A previsão indica clima neutro, sendo que o inverno brasileiro de 2016 deve ter chuva e frio dentro da média, mas com aumento na possibilidade de frentes frias mais intensas em algumas regiões. Porém, a partir de setembro, o La Niña deve começar a dar sinais. Muito se fala sobre o fenômeno que é o inverso do El Niño, mas pouco se sabe sobre como ele vai influenciar o clima no Brasil e em outros países nos próximos meses.

1 – O que é o La Niña?

O La Niña é um fenômeno climático que ocorre na região equatorial do Oceano Pacífico. Para a ocorrência do La Niña é necessário que as águas superficiais da região estejam com temperatura igual ou inferior a -0,5° C. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, toda vez que as águas superficiais alcançarem essa temperatura o fenômeno ocorre.

2 – Quando o La Niña vai começar?

Somente a partir da primavera, que tem início em setembro, que os efeitos do La Niña começarão a influenciar o clima. Isso acontece porque o clima estava sob o efeito do El Niño e não existe a possibilidade de uma mudança brusca de um fenômeno para o outro. “Vamos passar por um período de neutralidade para que a água passe do que quente para o frio”, diz o agrometeorologista.

3 – Quanto tempo o fenômeno climático vai durar?

Segundo Santos, os fenômenos climáticos não seguem padrões, por isso não é possível definir de quanto em quanto tempo o La Niña se repete ou qual é a sua duração. “Por meio do monitoramento das temperaturas das águas do oceano pacífico é possível prever qual fenômeno estará influenciando o clima nos próximos seis meses”, diz Santos. “Nós conseguimos antever o fenômeno com quatro meses de antecedência, por isso sabemos que no segundo semestre de 2016 e o primeiro de 2017 vai ser de La Niña, mas no segundo semestre de 2017 ainda não sabemos.”

4 – Quais são os países afetados pelo La Niña?

Tanto o El Niño como o La Niña são fenômenos globais, por isso causam efeitos diferentes para cada região do planeta. Santos afirma que todo o continente americano é bastante influenciado pelo fenômeno climático, assim como a Ásia e a Oceania. Em relação à produção agrícola, o La Niña vai resultar em poucas chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e Canadá e, também, um inverno com mais chances de nevascas. Já a América Central recebe mais chuva durante a influência do fenômeno.

5 – Quais os reflexos do La Niña na América do Sul?

No caso da América do Sul, as regiões mais afetadas pelas variações climáticas são Argentina, Uruguai e o Brasil, nos estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo Santos, o fenômeno faz com que o verão seja mais seco. “Quando você tem La Niña, as chuvas ficam mais concentradas na faixa Centro-Norte da América Latina”, diz o agrometeorologista. “O fenômeno pode impactar a produção agrícola da Argentina, que em anos de La Niña tem um inverno mais rigoroso, com baixas temperaturas e aumento na possibilidade de geadas.”

6 – Como serão as próximas estações no Brasil?

Inverno: o La Niña ganhará força só a partir de setembro. Porém, o período de neutralidade climática que antecede o início do fenômeno favorece a entrada de frentes frias no Brasil. Por esse motivo, a região Sul do Brasil terá um inverno mais chuvoso e com baixas temperaturas.

No Sudeste, o inverno deve ter chuva e temperatura dentro da média, mas com a possibilidade de frentes frias e tempo mais seco durante a estação. No Centro-Oeste, o inverno terá tempo seco e quente, principalmente no Mato Grosso e Goiás. No Norte e Nordeste, o inverno também será marcada por tempo seco e temperaturas acima da média.

Primavera: o Sul do País pode esperar chuvas e temperaturas abaixo da média. No Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, as chuvas vão chegar mais tarde e as temperaturas devem ficar abaixo da média para o período.

Verão: no Sul, as chuvas ficarão abaixo da média e a temperatura dentro da média para a estação. No Sudeste e no Centro-Oeste, as chuvas ficam dentro da média e as temperaturas abaixo da média. Já no Norte e Nordeste, as chuvas devem ficar acima da média e a temperatura dentro do esperado para essa época do ano.

7 – Como fica a produção agrícola brasileira?

A formação do fenômeno La Niña pode criar problemas para as lavouras de inverno, que sofrem com o aumento da possibilidade de geadas no sul do Brasil. Já para as outras culturas, em outras regiões do País, o agrometeorologista não prevê grandes problemas.

Os produtores que se preparam para a safra de verão, principalmente no caso da soja e do milho, devem ficar atentos ao início do plantio. “As chuvas vão chegar mais tarde e com isso o plantio pode sofrer atrasos”, diz Santos. “Porém, com o La Niña, a possibilidade de estiagem durante a safra é maior e isso seria positivo.”

Autor:
Naiara Araújo

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