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24/06/2016

Consórcio de máquinas agrícolas cresce 20% em um ano

De 2015 pra cá, os equipamentos mais negociados são tratores de roda, esteira e retroescavadeiras com 26 % dos contratos. Apesar da venda de máquinas agrícolas ter caído no Brasil por causa da crise econômica, a procura por consórcios tem registrado uma alta de 20% nos últimos doze meses. A dificuldade de acesso ao crédito e pagamentos acessíveis do consórcio estimulou o produtor que busca resultados mais eficientes no campo.

Para o produtor rural Waldomiro Jorge Ivers, de 84 anos, as máquinas conquistadas ao longo da vida são tratadas como preciosidades. Ele colocou até na parede as notas fiscais da maioria do maquinário usado hoje para o plantio e colheita dos grãos. O produtor acompanha também de perto a manutenção, e sempre que pode dá uma volta pela propriedade com o preferido, o primeiro trator, um MF 35, comprado em 1961. “Foi o equipamento que mais me agradou, que mais resolveu os problemas naquela época”, lembra.

Dos oito tratores que a família Ivers possui, dois foram comprados por meio de consórcios, sistema de compra em que as parcelas são programadas e o financiamento é feito por um banco ou por uma empresa.

A necessidade do produtor brasileiro de buscar mais produtividade, combinada a dificuldade de acesso ao crédito refletiu rapidamente na participação do setor agrícola no segmento. O último levantamento da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios apontou que nos últimos doze meses os participantes ativos cresceram quase 20%, totalizando 81 mil contratos em todo país.

Os créditos variam, em média, de R$ 90 mil a R$ 400 mil. De 2015 pra cá, os equipamentos mais negociados são tratores de roda, esteira e retroescavadeiras com 26 % dos contratos. As colheitadeiras representam 22% e cultivadores motorizados somam 11% das vendas.

“Ficou um pouco mais difícil você tomar crédito no banco, o banco está travando um pouco a concessão de crédito e o consorcio foge um pouco dessa crise. Nos tempos bons, a gente entrega crédito do mesmo jeito e nos tempos ruins, como a gente não depende de crédito do BNDES, a gente continua fazendo a entrega de crédito de maneira desburocratizada e, por isso, houve uma certa migração pra esse negócio em decorrência disso”, analisou o coordenador comercial da Massey Ferguson, Leandro Amaral.

Para o produtor ter uma ideia das principais diferenças entre consórcios e financiamentos, pedimos a ajuda do Leandro para uma simulação da compra de um trator de 75 cavalos que custa em torno de 100 mil reais.

Recorrendo ao consórcio, a taxa de administração é menor: 1,5% ao ano contra aproximadamente 8% cobrado pelos financiamentos convencionais. Nos consórcios, os prazos de pagamento vão até dez anos, enquanto o prazo dos créditos é, na maioria das vezes, de seis anos. Além disso, os participantes ativos garantem que a falta de burocracia para fechar negócio é um diferencial.

Autor:
Suelen Farias

Fonte: