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Notícias

28/06/2016

Diante de fundamentos fortes, soja tem novo dia de boas altas na Bolsa de Chicago nesta 3ª feira

Novo dia de altas para a soja na Bolsa de Chicago. Na sessão desta terça-feira (28), os futuros da oleaginosa subiam mais de 24 pontos, por volta das 7h25 (horário de Brasília), no mercado futuro norte-americano. Dessa forma, as cotações recuperavam boa parte do valor perdido nas últimas semanas, com o julho/16 de volta aos US$ 11,57 por bushel, enquanto o novembro/16, que é referência para a nova safra dos EUA, era negociado a US$ 11,28.

A semana começou, segundo explicam analistas, com menos influência do financeiro e mais atenção dos traders aos fundamentos do mercado, que são fortes neste momento. De acordo com o consultor Carlos Cogo, da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, estão nos radares dos traders, principalmente, a demanda aquecida pelo produto dos EUA, as condições de clima no Meio-Oeste americano e o futuro da área de plantio no país nessa temporada. Na próxima quinta-feira (30) chega ao mercado um novo reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com dados sobre a área, no qual será possível se confirmar se houve ou não migração dos produtores da área de milho para a oleaginosa.

Além disso, ontem o departamento chegou trazendo em seu reporte semanal de acompanhamento de safras uma ligeira redução no índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições nos EUA de 73% para 72%, o que também estimulou o mercado. Ainda sobre a soja, o departamento afirma que 95% das plantações já emergiram e o número fica acima dos 91% da média e 88% do mesmo período do ano passado. Além disso, 7% das lavouras já se encontram em fase de florescimento, contra 7% da média dos últimos cinco anos. Nesse caso, o estado mais adiantado é Louisiana, com 62%.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Com demanda no foco, soja fecha primeira sessão da semana subindo quase 3% em Chicago

Os preços da soja dispararam nesta segunda-feira (27) e fecharam o pregão com altas de quase 30 pontos na Bolsa de Chicago entre os principais vencimentos. As posições mais negociadas recuperaram todas o patamar dos US$ 11,00 por bushel, e o novembro/16, que é referência para a nova safra norte-americana, finalizou os negócios valendos US$ 11,07, após bater na máxima de US$ 11,10 durante a sessão.

Segundo analistas internacionais, o forte avanço das cotações neste início de semana se deu pelas últimas boas e fortes notícias vindas do front da demanda, principalmente pelo produto norte-americano. Nesta segunda foi anunciada uma nova venda de 150 mil toneladas da oleaginosa, com volumes das safras velha e nova dos EUA, além de embarques semanais do país somando mais de 200 mil toneladas e com um total dentro das expectativas do mercado. Já as vendas semanais reportadas na última quinta-feira (23) vieram fortes e superando em 13% a média das últimas quatro semanas anteriores.

"A soja tem, certamente, o equilíbrio mais forte quando se observa o mercado de grãos. Temos visto o clima direcionando o andamento dos preços, além de uma demanda chinesa muito forte", explica Graydon Chong, analista sênior de grãos do internacional Rabobank. E a soja norte-americana é, nesse momento, mais competitiva do que suas concorrentes, principalmente a brasileira.

A pouca disponibilidade do produto internamente tem provocado uma retração vendedora, além da disputa do consumo interno, pelas indústrias esmagadoras principalmente, com as exportações e, consequentemente prêmios historicamente altos - nos portos e no interior do Brasil - e, por isso, preços recordes.

No terminal de Paranaguá, as últimas referências de prêmio para as posições mais próximas de entrega da soja - julho e agosto - já oscilavam entre US$ 1,75 e US$ 1,80 sobre os valores praticados na Bolsa de Chicago, superando esses números em determinados casos. Nas mais distantes, os números também são positivos, porém, mais tímidos, variando entre 45 e 60 cents de dólar.

Nos Estados Unidos, enquanto isso, essas referências são mais baixas, porém, também positivas. No Golfo do México, principal canal de exportação da soja norte-americana, os valores são de US$ 0,98 para julho e US$ 1,05 para agosto.

"Os basis da soja no interior (dos EUA) voltam a subir para entrega curta (safra velha), com maior demanda para exportação. A demanda de terminais para exportação, também como mais procura de esmagadoras puxam os basis no interior. (...) Os basis nos EUA são mais competitivos para embarques curtos, com a Argentina ofertando equivalente US$ 5,00 por tonelada acima e Brasil US$ 7,00 acima", explicam analistas da Agrinvest Commodities.

Nesta segunda-feira, com a disparada dos futuros da oleaginosa e mais um dólar em alta, os preços da soja no Brasil - que passam de US$ 13,00 por bushel ao se unir a referência julho em Chicago mais o prêmio de Paranaguá - fecharam os negócios subindo mais de 2% nos principais portos do país.

No terminal de Rio Grande, a soja disponível terminou o dia valendo R$ 91,30 por saca, batendo em valores mais altos ao longo do dia, perto de R$ 95,00, e fechando o dia com alta de 2,58%. Enquanto isso, em Paranaguá, a oleaginosa encerrou o dia cotada a R$ 96,00, subindo 3,23%. Já no mercado futuro, nos dois portos o último preço foi de R$ 88,00 por saca, com altas de 1,73% e 2,33%.

Mercado climático - Nova safra dos EUA

Além das informações da demanda, o mercado internacional ainda recebe nesta segunda-feira novas previsões climáticas para os EUA e estas indicam que temperaturas mais amenas poderão chegar ao Meio-Oeste americano nesta semana. Nos próximos sete dias, tempestades poderiam atingir os estados do Missouri, Kansas e o leste do Nebraska, porém, o resto do Corn Belt poderia contar com precipitações bem menos intensas e de menor volume.

Ainda nesta semana, na quinta-feira (30), o USDA traz um novo reporte com números atualizados sobre a área de plantio do país na safra 2016/17, o que pode trazer alguma especulação ao redor dos números.

Mercado Brasileiro

No interior do Brasil, as cotações acompanharam as fortes altas de Chicago e os bons ganhos nos portos para também registrar um avanço significativo. A comercialização, porém, ainda mantém seu ritmo menos aquecido neste momento, uma vez que o produtor sabe que a disputa pelo pouco produto disponível no país pode aumentar nos próximos.

Assim, as principais praças de comercialização fecharam a segunda-feira com ganhos que variaram de 0,63% a 2,50%, com a saca sendo cotada a R$ 92,00 em Ponta Grossa/PR, R$ 82,00 em Campo Novo do Parecis/MT e R$ 83,00 em São Gabriel do Oeste/MS.

Segundo pesquisadores do Cepea, a recente queda do dólar frente ao real, apesar do ganho desta segunda-feira, também desmotivou as vendas no Brasil em momentos pontuais. "Esse cenário afastou vendedores do mercado, que apostam em recuperação das cotações nos próximos meses, fundamentados nos baixos estoques das indústrias, no elevado volume de soja já comprometido e nas exportações em ritmo acelerado neste ano", informou a instituição.

Os pesquisadores afirmam ainda que, capitalizados, é normal que os produtores optem por segurar suas vendas neste momento, além de acompanharem a atual volatilidade do mercado internacional com muita cautela.

Autor:
Carla Mendes

Fonte: