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Notícias

01/07/2016

Soja fecha com altas de mais de 40 pts em Chicago

Os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) chegaram ao mercado nesta quinta-feira (30) e a reação foi imediata na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja registraram um novo rally e fecharam com altas que superaram os 40 pontos nos vencimentos mais distantes.

O contrato novembro/16, que é referência para a nova safra dos EUA e o mais negociado neste momento, com um volume estimado de mais de 400 mil contratos, terminou o dia valendo US$ 11,54 por bushel, depois de bater na máxima da sessão em US$ 11,60, e subindo 42 pontos.

O departamento norte-americano trouxe dois novos reportes - área de plantio e estoques trimestrais norte-americanos - e o primeiro foi o que teve mais influência sobre o forte avanço das cotações na sessão desta quinta, segundo explicaram analistas e consultores de mercado.

De acordo com os dados do USDA, a área estimada para a soja é de 33,87 milhões de hectares. O número veio abaixo da média das expectativas do mercado, que era de 33,98 milhões. Em março, porém, o USDA estimava 33,28 milhões de hectares.

"Os números desta quinta que trouxeram uma projeção de área de plantio menor do que o esperado puxou o mercado para cima e motivou de forma expressiva um movimento de compra dos fundos", diz Bob Burgdorfer, analista de mercado do portal internacional Farm Futures.

Caso seja confirmada, a área plantada nos Estados Unidos seria recorde, mas ainda assim não parece ter assustado o mercado. Afinal, ainda segundo explicam os analistas, o atual momento continua sendo de uma perspectiva de oferta bastante ajustada frente a uma demanda com forte potencial de crescimento.

Segundo explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, mesmo que a área cultivada com soja nos Estados Unidos registrasse um crescimento de até 500 mil hectares, essa oferta permaneceria apertada diante do incremento da demanda.

Ainda nesta quinta-feira, porém, foram divulgados ainda os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos e o volume reportado pelo USDA superou a expectativa média do mercado em um milhão de toneladas, o que, como explicam analistas, acabaram limitando parte do movimento de altas em Chicago.

Os estoques de soja dos Estados Unidos foram reportados em 23,68 milhões de toneladas, 39% maiores do que os de 1º de junho de 2015. As projeções do mercado variavam de 21,34 milhoes e 23,46 milhões de toneladas, com média ede 22,67 milhões. Em 1º de março deste ano, o volume de soja estocada era de 41,67 milhões.

Clima e nova safra dos EUA

Conhecidos os números de área de plantio, segundo Bob Burgdorfer, o foco passa a estar, agora mais do que antes, sobre o clima no Meio-Oeste americano e as especulações que ele traz a partir deste momento. O final de julho e o mês de agosto são os períodos determinantes para a cultura da soja no país e, portanto, as previsões mais alongadas deverão ser ainda mais esperadas.

Neste momento, a preocupação se dá mais sobre o milho, que entra em sua fase de polinização e precisa de umidade para conclui-lo bem. "Enquanto o clima mais quente pode preocupar na na próxima semana, a chegada de chuvas melhores podem aliviar o stress causado sobre as lavouras", explica o analista do portal Farm Futures.

As últimas previsões do NOAA - o departamento oficial de clima dos Estados Unidos - indicam que no período dos próximos 6 a 10 dias - de 5 a 9 de julho - as condições de chuvas melhoram para o Corn Belt, porém, alerta para temperaturas elevadas.

Demanda pela soja americana

Ainda nesta quinta-feira, o USDA trouxe seu reporte semanal de vendas para exportação e os números da soja foram fortes, apesar de terem ficado dentro das expectativas do mercado. Com menor oferta no Brasil, e também na Argentina, os importadores continuando buscando mais produto norte-americano, o qual tem ainda preços mais atrativos neste momento.

Na semana encerrada em 23 de junho, as vendas somaram 1.528,000 milhão de toneladas, sendo, do total, 730 mil da safra velha e mais 798 mil da safra nova. Os traders apostavam em algo entre 1,1 milhão e 1,6 milhão de toneladas.

As vendas semanais de farelo também foram expressivas e somaram 159,6 mil toneladas, contra projeções de 100 mil e 275 mil toneladas. Foram 115,5 mil da temporada 2015/16 e mais 44,1 mil da 2016/17. Sobre o óleo de soja, as vendas totalizaram 62,4 mil toneladas, com um volume que ficou dentro das expectativas de 40 mil a 70 mil toneladas.

Mercado Brasileiro

No Brasil, os preços da soja acompanharam a disparada em Chicago e subiram tanto nos portos quanto no interior do país. E o movimento foi possível mesmo diante de mais um dia de forte baixa no dólar, que chegou a perder, ao longo da sessão, o patamar dos R$ 3,20.

O produto disponível subiu 1,63% no porto de Paranaguá e 1,92% no de Rio Grande, para fechar o dia com R$ 93,50 e R$ 90,20 por saca, respectivamente. Para a soja da nova safra os ganhos foram mais fortes e passaram de 2%. Assim, no terminal paranaense o último valor foi de R$ 86,00 e no gaúcho, R$ 86,40 por saca.

Em Campo Novo do Parecis e Tangará da Serra, em Mato Grosso, os preços subiram mais de 6% para fechar com R$ 80,00 por saca; em Jataí/GO, alta de 0,26% para R$ 76,20. Em contrapartida, o recuo do câmbio pesou em algumas praças de comercialização, como 1,11% em Ponta Grossa/PR, para R$ 89,00.

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