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Notícias

17/10/2013

Quebra na safra dos EUA será de 40 milhões de toneladas

​As lavouras norte-americanas até reagiram bem após a seca registrada entre agosto e setembro, mas a perda na colheita dessa safra será de nada menos que 40 milhões de toneladas em soja e milho. Os Estados Unidos devem colher 345 milhões de toneladas de milho e 85 milhões de toneladas de soja nesta temporada, de acordo com levantamento feito pela Expedição Safra Gazeta do Povo.

Foram ouvidos relatos de produtores e técnicos nos últimos dez dias apontando rápido avanço na última semana, mas com uma produtividade que não endossa as projeções otimistas que estão reduzindo os preços na Bolsa de Chicago. A Expedição Safra, projeto do núcleo de Agronegócio do jornal Gazeta do Povo que existe há sete temporadas, viajou 2 mil quilômetros pelos estados de Illinois, Indiana, Iowa e Nebraska, que concentram 44% do cultivo de soja e milho dos Estados Unidos. A sondagem teve apoio de técnicos brasileiros e norte-americanos.

Um dado que chama a atenção é a falta de dados oficiais. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não vem divulgando relatórios sobre as condições das lavouras nem sobre a oferta e a demanda, devido a uma suposta paralisação dos serviços público por falta de orçamento.

Observa-se, no entanto, uma forte atividade de colheita. Embora estejam atrasadas em relação ao ano passado, as máquinas avançam em ritmo próximo das médias históricas. Mas a safra não está sendo vendida – na Bolsa de Chicago, somente 10% a 15% da colheita de milho e soja foram negociados. No campo, os produtores afirmam que só devem entregar parcela significativa da produção se os preços subirem. Com o recuo nos preços registrado durante a safra, principalmente no milho, os produtores norte-americanos estão mandando os grãos direto para os armazéns.

“A estratégia de negociação adotada até o momento é arriscada, porque a colheita brasileira começa em menos de três meses. Com uma oferta ampliada, dependendo do clima, os preços internacionais não devem retomar os patamares elevados atingidos em 2012”, avalia Giovani.
Autor:
Leonardo Gottems

Fonte: