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Notícias

20/07/2016

Risco de La Niña forte dá sinal de arrefecimento

Há meses motivo de preocupação para os agricultores, sobretudo após os estragos provocados pelo El Niño entre 2015 e o primeiro semestre deste ano, o risco de ocorrência de um La Niña capaz de provocar problemas nos próximos meses dá sinais de arrefecimento, de acordo com as principais agências de meteorologia do mundo.

Nesta semana, duas respeitadas centrais de monitoramento apontaram o enfraquecimento do fenômeno climático e consideraram menor a probabilidade de sua formação entre agosto e outubro. Segundo o escritório de meteorologia do governo australiano, os modelos mais recentes já apontam chances "reduzidas" de formação do La Niña em 2016. Mesmo assim, a instituição manteve em 50% seu cálculo sobre a probabilidade de ocorrência do fenômeno nos próximos meses.

Já a agência americana de pesquisas atmosféricas e oceânicas (NOAA, na sigla em inglês) foi mais assertiva e efetivamente reduziu sua estimativa para a probabilidade de formação do La Niña. Se em relatório do dia 11 o órgão informou que as chances de o fenômeno se formar nos próximos três meses eram de 75%, comunicado divulgado na segunda-feira reduziu o percentual para entre 55% e 60%. De acordo com a NOAA, os modelos estatísticos apontam para uma formação mais tardia do La Niña - que, ao mesmo tempo, poderá apresentar uma intensidade mais fraca que a prevista inicialmente.

Caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, a configuração do La Niña depende de três meses consecutivos de temperaturas 0,5ºC abaixo da média nas águas superficiais do Oceano Pacífico. Como as temperaturas estão apenas 0,4ºC abaixo da média, o fenômeno deverá se formar com um atraso de uma a duas semanas, explica Patricia Madeira, meteorologista da Climatempo. "A probabilidade foi reduzida porque julho está um pouco mais quente que o esperado. Mas o La Niña deve começar em outubro ou começo de novembro", disse.

Mas, de acordo com Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Somar Meteorologia, a chegada mais tardia do La Niña não deverá alterar os impactos que estavam sendo esperados para o Brasil. O país tende a registrar atrasos no regime de chuvas durante a primavera e, consequentemente, também no plantio de grãos das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, além do "Matopiba" (confluência entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

"No começo, falava-se que o La Niña poderia persistir até meados de 2017 e, agora, acredita-se que durante o verão o fenômeno já começará a perder forças. De qualquer forma, a primavera de 2016, que coincide com o início da safra 2016/17 no Brasil, ainda será sob efeito do La Niña", afirmou ele.

De qualquer forma, começam a diminuir as preocupações em relação aos efeitos do La Niña no verão, quando chuvas acima da média no Norte e no Nordeste do país poderiam prejudicar o plantio e o desenvolvimento das lavouras enquanto o menor volume das precipitações no Sul poderia prejudicar a produtividade na região. "Com um La Niña mais fraco, as frentes frias não devem ficar tão presas no Norte. Elas devem passar pelo Sul, provocando alguma chuva", explica Santos. O agrometeorologista destaca que apenas na segunda quinzena de agosto será possível determinar com maior precisão a intensidade do La Niña deste ano.
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