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18/10/2013

Governo lança plano para ampliar o transporte por hidrovias

​O Ministério dos Transportes divulgou o Plano Hidroviário Estratégico (PHE) que prevê a ampliação do transporte por hidrovias como alternativa de escoamento da produção agrícola e demais produtos. O objetivo do PHE é melhorar a qualidade das atuais hidrovias brasileiras e expandir a rede hidroviária em mais de 3 mil quilômetros, além de otimizar o seu potencial comercial. O anúncio foi feito dia 11.

O estudo, elaborado pelo consórcio Arcadis Logos, incluiu todas as hidrovias que acomodam fluxos de carga igual ou superior a 50 mil toneladas anuais: Amazonas/Solimões e Negro, Madeira, Tapajós e Teles Pires, Tocantins, Araguaia, São Francisco, Parnaíba, Tietê e Paraná, Paraguai, Hidrovias do Sul (Taquari, Jacuí e Lagoa dos Patos). Estima-se que, para a execução dos projetos previstos, serão investidos, até 2024, cerca de R$ 17 bilhões em obras de ampliação do modal hidroviário.

O Brasil, país com dimensões continentais, conta com um sistema de rios e lagos em um total de 63 mil km, dividido em 12 bacias hidrográficas, nas quais há 42 mil km de rios potencialmente navegáveis. No entanto, apenas 20 mil são utilizados hoje economicamente para o transporte interior. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) Meton Soares, é preciso abrir linhas de transporte principalmente para o Norte do país para o escoamento de safra. “O sistema dá chance para isso”, afirma.

Para Meton, não só é possível chegar a mais 42 mil km de hidrovias, como essa ampliação é urgente para o país. “Poderíamos aliviar muito o escoamento da safra brasileira, que aumenta a cada ano”, explica. Segundo ele, a safra deste ano foi de 180 milhões de toneladas e a previsão é aumentar para 200 milhões de toneladas no próximo ano. Os investimentos ampliariam as alternativas e barateariam os custos do atual transporte de cargas feito no país. Como o Plano menciona em sua introdução, a distribuição por modal de transporte de carga hoje no país é feita 52% por meio rodoviário; 30%, ferroviário; 8%, navegação de cabotagem; 5%, navegação interior e 5%, dutoviário.

O aumento da utilização das hidrovias e, consequentemente, a redução do modal rodoviário para o transporte de cargas teriam reflexos positivos na balança comercial brasileira. Isso porque o primeiro requer menor consumo de combustível e, assim, emite menos poluentes para a atmosfera, consegue transportar muito mais com menos embarcações e é mais barato. “No transporte rodoviário, temos uma perda enorme nas estradas devido a suas condições precárias, além de gastar bastante combustível e poluir demasiadamente”, ressalta Meton.

“Há muito tempo, nós podemos e devemos enxergar as hidrovias com outros olhos”, revela o vice-presidente. Segundo ele, a histórica falta de investimentos na área é culpa de uma falta de visão de transporte do país porque o Brasil sempre colocou outras opções como prioridade. “O transporte no mundo inteiro é colocado numa situação primordial porque ele transporta a economia e a riqueza do país”, afirma. Ele acrescenta que o modal hidroviário só tem vantagens, falta apenas vontade de querer investir. E o Plano promete mudanças. “Espero, pelo menos, que saia do papel porque muita coisa é feita e morre nas gavetas. Faço votos que isso ande pra frente”, confessa. Ele ainda conclui: “temos muita coisa para se fazer em transporte nesse país. É preciso pensar uma política de transporte integrado e eficiente".
 
 
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