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22/10/2013

Calendário agrícola do Brasil está defasado há sete anos

O zoneamento agrícola, estudo que aponta o calendário de plantio de diferentes culturas, não é atualizado há sete anos e vem causando polêmica no país. O governo federal garante que está trabalhando em uma licitação para contratar a elaboração de um novo calendário que atenda as especificidades regionais. No Rio Grande do Sul, sindicatos rurais e produtores estão unidos para conseguir financiar as próximas safras e evitar que o clima traga prejuízos nas lavouras.

No norte do Estado, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tupanciretã atua com os agricultores para que o conjunto de medidas que compõem o zoneamento agrícola seja seguido na região. O presidente sindicato, Marcio Dias, explica que o estudo é elaborado com o objetivo de minimizar os riscos na agricultura e permite aos municípios identificar a melhor época de plantio das culturas, além de ser requisito para a liberação de crédito agrícola.

– A gente faz um trabalho de orientação e informação no sentido de diminuir a questão de problemas que acontecem quando se planta a semente, tanto de milho, quanto de soja fora dessas datas. Fazemos uma orientação antecipada, para caso aconteçam problemas climáticos, que seja necessário acionar o seguro ou Pro-Agro – destaca Dias.

São orientações como essas que ajudam agricultores como João Fernando Kersting a investir de forma correta na propriedade. Recentemente, o produtor conseguiu financiamento para custeio da lavoura de soja e também de uma máquina. Para conseguir a liberação desses valores, ele teve que seguir o calendário agrícola, divulgado pelo governo federal.

– Se tudo estiver colaborando, é natural fazer o plantio dentro das normas. Nós dependemos do tempo, se o tempo for bem, nos vamos bem. Se não chover, não tem como seguir um calendário, será preciso esperar a chuva – salienta o produtor.

Em 2013, a Embrapa divulgou um estudo indicando que até 2020, as mudanças climáticas podem provocar perdas anuais de R$ 7 bilhões para o setor produtivo. Com isso, culturas como café, soja e arroz podem deixar de ser plantadas em regiões tradicionais do país por causa do aumento da temperatura. O resultado preocupa quem produz, mas de acordo com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, as possíveis consequências não devem acontecer num curto prazo no país.

– Dizer hoje que, daqui a cinco ou seis anos vai ter uma alteração drástica, nós entendemos que não, pelo histórico que nós temos durante esses 15,16 anos. Várias fronteiras agrícolas estão sendo expandidas, e é dentro desse contexto que nós estamos fazendo uma nova licitação para fazer uma avaliação mais precisa de cada região – diz o secretário.

O último contrato para fazer o zoneamento agrícola no país foi assinado em 2006. Passados sete anos, o secretário destacou que a burocracia impediu o governo de publicar uma nova licitação, o que deixou o calendário defasado.

– Infelizmente, a burocracia é um pouco demorada, mas já está no departamento de contrato para fazer o edital de licitação. Até porque, o contrato vigente foi renovado por cinco anos e a legislação não permite que a gente faça mais um aditivo. Em janeiro, eu assumi a Secretaria de Política Agrícola. Nós definimos por fazer um processo licitatório bem discutido, inclusive, um mais regionalizado. Mas também estamos estudando a possibilidade de fazer um contrato emergencial.

Veja qual o melhor período para o plantio e colheita das principais culturas, clicando aqui.

 
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