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Notícias

23/11/2016

Soja fecha nas máximas em Chicago e safra nova vai a R$ 84,50 em Rio Grande

Os futuros da soja, na sessão desta terça-feira (22), até buscaram alguma realização de lucros ao longo do dia, porém, recuperaram sua força e encerraram nas máximas em quatro meses, com ganhos de mais de 10 pontos entre os principais contratos. O vencimento, com o maio/17, referência para a safra do Brasil, buscando os US$ 10,50 por bushel, e o julho/17 já acima desse patamar.

Segundo explica o analista de mercado da Agrinvest Commodities, João Schaffer, as altas que são observadas na CBOT nos últimos dias está muito correlacionada às que foram registradas no mercado asiático, especificamente na Bolsa de Dalian, onde não só a soja em grão subiu de forma muito expressiva, como também do farelo, que alcançou, no vencimento janeiro, seu maior patamar desde julho.

"Desde a visita de Eduardo Vanin (também consultor da Agrinvest Commodities) à China, há dois meses, já foi registrada uma ausência de soja no país, o que ocasionou uma falta de farelo no mercado interno, o que tem puxado muito os preços nos últimos dias", diz Schaffer. Há, neste momento, um grande volume de soja norte-americana em trânsito para a China, o que pode ser confirmado, ainda como explica o executivo, pelos fortes embarques norte-americanos que vêm sendo reportados pelos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) por semanas consecutivas. No acumulado da temporada, os embarques americanos já superam 21 milhões de toneladas.

O presidente da U.S. Commodities, Don Roose, em entrevista à agência de notícias Reuters, "todo o complexo soja tem sido direcionado pelas compras chinesas, além de compras técnicas que também contribuíram". E ainda no contexto do complexo soja, o USDA reportou nesta terça-feira uma compra pela nação asiática de 30 mil toneladas de óleo de soja norte-americano, sendo todo o volume da safra 2016/17.

"E como essa soja está em trânsito, a China alonga o perfil das compras novas que tende a fazer. Já vimos a China bastante demandada e embarcando nos EUA, mas essa demanda, em breve, deve ser trocada pela soja sulamericana. A soja para embarque em fevereiro, colocando já o custo de frete, temos Paranaguá com US$ 1,13 acima da tela de Chicago, enquanto o embarque no Golfo dos EUA tem US$ 1,39 e, pelos portos do Pacífico, US$ 1,23. Então, já vimos o Brasil mais barato para compras no mês de fevereiro, então essa demanda deve sair um pouco dos EUA e vir pro Brasil, quando começar o processo de colheita entre janeiro e março", relata o analista da Agrinvest.

Na medida em que a safra da América do Sul vai se desenvolvendo, o mercado internacional começa ainda um processo de precificação do risco climático, como afirma Schaffer. O ano é de La Niña, traz incertezas e, portanto, falta de padrão entre as principais regiões produtoras do país e exige acompanhamento e atenção contínuos, embora, até o momento, os problemas concretos tenham sido pontuais e ainda insuficientes para permitir a contabilização de um potencial menor. Estimativas de consultorias privadas e órgãos públicos falam em mais de 100 milhões de toneladas no Brasil nesta temporada.

"Temos algumas regiões do estados do sul e da Argentina que estão há muito tempo sem chuva, e as temperaturas estão amenas. O mercado já começa a olhar essa questão climática, e essa soja com embarque fevereiro é a primeira, então, precisa estar disponível para essa embarque", explica. "O mercado está sempre de olho em preço, e o risco climático começa a ser ponderado", completa.

No Brasil

Os preços da soja no Brasil também registraram uma terça-feira positiva. Nos principais portos do país, os ganhos variaram de 0,60% a 1,92% - entre os mercados disponível e futuro - com as últimas referências em, respectivamente, R$ 79,50 e R$ 81,40 e até R$ 84,50 por saca nos negócios para 2017.

No interior brasileiro, salvo algumas exceções - como Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, com baixa de 2,99%, por exemplo - as demais praças de comercialização de importantes regiões produtoras conseguiram registrar alguma alta e os indicativos ainda oscilam entre R$ 65,00 e R$ 73,00 por saca no disponível.

Na contramão da soja em Chicago, afinal, o dólar mais uma vez recuou frente ao real nesta terça-feira e limitou os ganhos no mercado nacional. No entanto, em um cenário do contrato maio/17, na CBOT, em US$ 10,35 e mais a moeda americana ainda atuando na casa dos R$ 3,35, o dia foi positivo para o fechamento de negócios para o produtor brasileiro, segundo João Schaffer. A movimentação, porém, ainda é lenta.

"Se pegar o ganho da curva, durante os meses, esse foi um dia interessante para fechar preços do lado do vendedor. O produtor precisa ficar atento a esse mercado de clima, principalmente nos próximos dias, e mais as questões cambiais, que auxiliam. Quanto mais alto o dólar aqui, é melhor o preço de venda para o produtor brasileiro", diz.

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