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25/11/2016

Aprosoja quer ampliar pesquisa sobre qualidade intrínseca dos grãos de soja

Após 10 anos de pesquisa sobre a qualidade dos grãos de soja em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), estuda ampliar o projeto. Nesta quarta-feira (23), durante a reunião da Comissão de Pesquisa e Gestão da Produção e Propriedades, duas propostas foram apresentadas.

Um dos principais resultados colhidos – e apresentados neste ano – foi sobre o alto teor de proteína e do óleo da soja. De acordo com o estudo, a variação de teor de proteína bruta nestes 10 anos variou entre 31% e 45% e o teor médio de óleo foi de 21%.

Levando-se em conta especificamente a última safra, Mato Grosso ficou em terceiro lugar nos índices de teor de proteína e óleo, respectivamente com 37,5% e 20,1%. Com os índices, o estado ficou atrás apenas do Piauí e do Tocantins.

Agora, após resultados satisfatórios, o objetivo é ter subprojetos dentro do macroprojeto de pesquisa. “Podemos dizer que as propostas apresentadas se subdividem em dois grandes grupos: uma será especificamente sobre teor de óleo e outra sobre nutrição animal. Queremos criar mais patamares para termos cada vez mais consistência nos resultados. Além disso, está sendo discutido agora a possibilidade de estender esse projeto de pesquisa para milho, avaliar a qualidade intrínseca também dessa cultura”, explica a gerente de Pesquisa e Gestão da Produção e Propriedades, Cristiane Sassagima.

Para o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas, a pesquisa é fundamental para avanços na classificação dos grãos no Brasil. “A soja é o vegetal com maior teor de proteína e em toda a região Centro Oeste, este teor é ainda maior. A partir da pesquisa, podemos comprovar isso e, futuramente, receber um prêmio pelo teor de proteína da nossa soja”, explica.

Outros temas – Também durante a reunião da Comissão de Pesquisa e Gestão da Produção e Propriedades foram apresentadas duas teses, uma de mestrado e outra de doutorado, financiadas pela Aprosoja por meio do Agrocientista. O programa foi criado em 2011 com o objetivo de auxiliar a pesquisa cientifica.

A primeira foi apresentada por Dielle Carmo de Carvalho, sobre “Zoneamento climático do estado do MT para produção de sementes de cultivares precoces de soja”. E a segunda por Ana Regina Lucena Hoffmann, sobre “Bioatividade de Anonáceas sobre Helicoverpa Armigera e Trichorgramma Pretiosum Riley”.

Além do Agrocientista, dados colhidos durante o Circuito Tecnológico Etapa Soja deste ano foram apresentados aos participantes da Comissão, pela analista de projetos Cristiani Bernini.

Neste ano, a área total percorrida foi de 27, 5 mil quilômetros, sendo 68 municípios visitados e 474 questionários aplicados. A safra de soja 2016/17 esperada pelos produtores rurais entrevistados é de 59 sacas por hectare, em média. Outros dados, como qualidade das sementes e dos insumos, serão divulgados até o final deste ano.

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