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30/11/2016

Preço da soja seguirá acima de US$ 10 por bushel até fevereiro

As altas registradas nos preços da soja na Bolsa de Chicago tendem a durar até pelo menos fevereiro do ano que vem, apostam analistas de mercado. A expectativa é de que os valores sigam acima dos US$ 10 por bushel, no mercado internacional e R$ 80 nas posições futuras nos portos brasileiros. Recomendação aos produtores é tentar vender mais uma parte e minimizar os riscos, já que muito destas altas é fruto de especulação e pode mudar a qualquer momento.

Ontem, os contratos da soja em Chicago, superaram a casa dos US$ 10,70 por bushel, maior valor registrado desde 14 de julho deste ano. “Estas altas nos preços da oleaginosa são reflexo da alta demanda pelo produto no mercado mundial. Sem isso, certamente o mercado trabalharia abaixo de US$ 10 por bushel”, conta Luiz Fernando Gutierrez, analista da consultoria Safras & Mercado.

Outro fator que tem sustentado estes valores é a indefinição sobre o clima na América do Sul. A confirmação da incidência do fenômeno La Niña, mesmo que de intensidade fraca, traz insegurança sobre o desenvolvimento das safras no Brasil e na Argentina nesta temporada. “Os preços só perderão força quando, e se, o mercado confirmar que tudo anda bem e as colheitas serão boas”, conta Gutierrez. “Acredito que estes bons valores permanecerão até meados de fevereiro, quando confirmaremos a entrada da soja brasileira.”

Segundo o analista, a saca de soja da safra nova (para entrega após fevereiro) deverá ficar em patamares acima de R$ 80 nos portos nos próximos meses, a exemplo dos R$ 86 registrados recentemente. Entretanto, Gutierrez alerta que alguns produtores estão esperando valores acima de R$ 90 para vender. “Recomendamos aos produtores garantir algumas vendas, pois não há nada garantido que os valores possam subir muito mais. “A menos que haja uma quebra de safra relevante no Brasil e na Argentina, acima de 5milhões de toneladas. “Ai sim poderemos ver os preços ultrapassarem a casa dos R$ 100, nos portos”, finaliza o analista.

Segundo o diretor de commodities da consultoria INTL FCStone, Glauco Monte, os produtores realmente deveriam aproveitar o momento, já que daqui para a frente o mercado tende a equilibrar estes valores devido a perspectiva de entrada da safra brasileira e argentina. “Os embarques ao exterior do complexo soja americano estão mais altos que nos últimos quatro anos. Isso tem sustentando as elevadas cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago”, garante ele. “Este é um daqueles importantes momento de o produtor aproveitar e vender uma parte da safra.”

Autor:
Daniel Popov

Fonte: