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15/12/2016

Como o mapeamento de área ajudará na ampliação da produção de soja

Um estudo desenvolvido pela Embrapa mapeou as regiões produtoras de soja no Paraná. O intuito é desenvolver soluções específicas para cada área, visando o melhor desenvolvimento e produtividade possíveis. Os pesquisadores responsáveis pelo mapeamento do potencial das áreas de produção de soja no Paraná já trabalham com dados de outros estados para ampliar este trabalho às demais regiões produtoras da oleaginosa do Brasil.

O Paraná é um estado com diferentes potenciais para a produção de soja, revelou o estudo realizado pelos pesquisadores da Embrapa Soja, de Londrina. Em algumas regiões as condições são mais favoráveis à cultura, em outras os especialistas recomendam o uso de técnicas de manejo para melhorar a eficiência no campo. “Nós conseguimos delimitar no estado do Paraná oito ambientes de produção, que são regiões homogêneas com maior ou menor potencial para a produção de soja”, detalha Alvadi Balbinot Jr, pesquisador que participou do levantamento.

Segundo ele, o trabalho envolveu pesquisadores da Embrapa e do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e teve como base dados de 14 safras seguidas, de 2000 até 2013. Os pesquisadores avaliaram informações sobre a área, como o clima, o solo onde a soja foi cultivada e o manejo.

O estudo constatou que as regiões de maior potencial para a produção de soja são: a maior parte do oeste do estado, em municípios como Medianeira e Cascavel, a região leste e central com os Campos Gerais, Tibagi e Ponta Grossa. Por outro lado a região noroeste, onde ficam os municípios de Paranavaí, Umuarama e até um pouco do oeste, onde está Palotina, é considerada a mais limitante para o cultivo da soja. As outras regiões têm potencial considerado intermediário para produção. Na região bem próxima a Curitiba, incluindo o litoral, não há cultivo de soja.

Identificados estes ambientes, a intenção dos pesquisadores com o estudo, é fornecer informações para que, nas regiões mais favoráveis, as praticas de manejo adotadas pelo produtor sejam ainda intensificadas aproveitando o potencial daquela região. E, em locais menos propícios para o cultivo da oleaginosa, que o produtor adote práticas pra viabilizar a cultura.

Um exemplo de como boas práticas específicas para uma determinada região faz a diferença, pode ser vista em Campo Mourão, no eixo que concentra grande parte da produção de soja do estado. Ali, o potencial segundo o mapeamento é caracterizado como de médio a alto, ou seja, este é um ambiente bom para a produção de soja.

O produtor Adauto Sambati, que planta soja há mais de 30 anos na região contou que o solo de sua propriedade é arenoso em alguns pontos e argiloso em outros. Com a assistência técnica correta ele corrigiu os problemas e passou a produzir, em média, 70 sacas por hectare. “Corrigimos este problema no solo arenoso e depois na hora do plantio, investimos em uma adubação e uma cobertura faz mais ou menos igual para as duas áreas. Sem ajuda teríamos feito uma adubação incorreta, por exemplo”, explica Sambati.

Um dos responsáveis por estes acertos na propriedade de Sambati foi o engenheiro agrônomo da Cooperativa Coamo, Lucas Esperandino. Segundo ele, nas propriedades do município é realizado um trabalho constante de acompanhamento, chamado de zona de manejo. Por lá são verificadas a situação de cada propriedade e aí, de acordo com a necessidade, indicam a estratégia para melhorar o desempenho. “Toda a correção química e estruturação física do solo precisa ser feita gradativamente a cada três, quatro ou cinco anos”, explica Esperandino. “Depois realizamos uma nova análise de solo e com base nela tomamos a decisão de corrigir ou não.”

Os pesquisadores responsáveis pelo mapeamento do potencial das áreas de produção de soja no Paraná já trabalham com dados de outros estados para ampliar este trabalho para as demais regiões produtoras do Brasil.

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