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Notícias

22/12/2016

Plantio da soja chega à reta final e produção deve ser recorde

O plantio de soja da safra 2016/2017 alcançou 95% da área destinada à cultura no Brasil. Os números foram divulgados pela consultoria AgRural, que também revisou o volume da produção brasileira de soja para 101,8 milhões de toneladas. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a produção de 102,45 milhões de toneladas de soja na temporada atual. Para a safra de grãos, a estimativa da Conab é de que sejam colhidas 213,1 milhões de toneladas, crescimento de 14,2% em relação à safra 2015/2016.

As condições climáticas estão favorecendo o plantio da primeira safra. “As precipitações levaram alívio aos produtores e beneficiaram principalmente as lavouras plantadas mais tarde, que ainda estão em fase vegetativa. Nas áreas semeadas mais cedo, porém, que já estavam em floração durante a falta de chuva, o potencial produtivo pode ter sido prejudicado”, afirma a AgRural.

O produtor Luiz Zuconelli encerrou a semeadura na primeira quinzena de novembro. Na Fazenda Sulina, em Diamantina (MT), a lavoura de soja que ocupa 4.340 hectares estão em condição “excelente”, segundo o sojicultor. “Apesar do começo do plantio ter sido difícil porque faltou chuva, o clima agora está bom e não está faltando água. A minha expectativa sobre a produtividade é muito boa, estou bem otimista e quero chegar a 58 sacas por hectare”, afirma o produtor.

Clima bom

Com o verão influenciado pelo fenômeno La Niña, as previsões meteorológicas indicam que o clima continuará beneficiando o desenvolvimento das lavouras. O meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, afirma que a situação neste ano é muito melhor para a agricultura brasileira. “A gente pode ter até recorde nessa safra de grãos”, diz Nascimento. “Esse ano está chovendo para todo mundo. A expectativa não poderia ser melhor para a agricultura”, afirma o meteorologista.

O produtor Rosele Salvati, que tem 210 hectares semeados com soja na Fazenda SS, em Cascavel (PR), conta que atrasou o plantio em 15 dias por causa do clima seco. Agora, com toda a área semeada, a lavoura está em fase de floração e em boas condições. “No ano passado foi ruim, a previsão do clima é melhor agora e esperamos que essa safra também seja melhor. Nós, produtores, estamos otimistas porque os preços estão bons, não dá para reclamar”, diz o produtor.

O único alerta do meteorologista é em relação à colheita na região Centro-Oeste. Os produtores devem estar preparados para chuvas acima da média nos próximos meses. “Deve chover mais do que o normal em fevereiro e março, coincidindo com a colheita da soja e isso pode trazer alguma dificuldade, principalmente para a soja tardia”, diz Nascimento.

Safra de milho

O levantamento mais recente da Conab, divulgado no dia 8 de dezembro, indica que a produção do milho primeira safra deverá alcançar 27,7 milhões de toneladas, com um aumento de 7,3% em relação aos dados de 2015/2016. No Centro-Sul, segundo a AgRural, o plantio chegou a 96% da área na segunda semana de dezembro.

A área dedicada a segunda safra de milho pode alcançar 11,1 milhões de hectares, o que vai representar um recorde nacional. Os números pertencem à primeira estimativa de intenção de plantio da safrinha divulgado pela AgRural. “Combinada à linha de tendência de produtividade, essa área resulta em produção potencial de 59,9 milhões de toneladas, o que coloca a produção total 2016/2017 de milho do Brasil em 88,3 milhões de toneladas, com aumento de 33% em relação à safra 2015/2016”, afirma a AgRural.

Setor de ração animal demanda grãos

O ano de 2016 foi marcado pela crise de abastecimento que elevou o preço do milho no mercado interno e encareceu a alimentação animal. A escassez de grãos não deve voltar a ser um problema para os criadores brasileiros. Para Mariane Crespolini, pesquisadora do Cepea, 2017 ainda será um ano de desafios para a pecuária. O que vai ficar de positivo é a sinalização para os agricultores ampliarem a produção de grãos. Segundo a especialista, há uma tendência de que a produção de milho e de soja aumente na safra 2016/2017 influenciada pela alta demanda interna. “A gente imagina que do lado do custo de produção vai ser um pouco mais fácil em 2017, só que a incerteza vai ficar para o consumo”, diz Mariane.

A escassez de milho que o mercado brasileiro vivenciou em 2016 não deve se repetir em 2017. Segundo Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as estimativas da safra 2016/2017 no Brasil e em outros países produtores do cereal tranquilizam o mercado brasileiro. Segundo ele, não existe receio sobre a falta de insumos como o milho e o farelo de soja. “Vamos ter milho para abastecimento interno e exportação”, afirma Turra.

Autor:
Naiara Araújo

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