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26/01/2017

Nova Mutum: apenas 10% da soja foi colhida, mas produtores já comemoram

No Mato Grosso, a colheita da soja não para. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta terça-feira (24), 11,49% dos 9,39 milhões de hectares semeados no ciclo 2016/17 passaram pelas colheitadeiras. Em Nova Mutum, no Médio-Norte do estado, o trabalho também é contínuo. Embora estejam sofrendo com as chuvas, os produtores da cidade já colheram 10% dos 400 mil hectares cultivados no município, conforme o presidente do Sindicato Rural, Luís Carlos Gonçalves.

O dado mais impressionante, no entanto, é o de produtividade. Sem perdas registradas até o momento, alguns produtores rurais da cidade citam médias de até 70 sacas por hectare, muito acima das registradas no ciclo passado. “É uma safra boa. Nós começamos o plantio mais cedo (no fim de setembro) e estamos obtendo bons resultados”, afirma o Gonçalves.

O engenheiro agrônomo Arthur Cesar Fardim, da cooperativa paranaense C.Vale – que atua há 30 anos na região de Nova Mutum –; e o gerente local da unidade, Amarildo Mancini, concordam que as lavouras da cidade têm obtido bons desempenhos, mas alertam sobre as expectativas de super-safra. “Ainda é muito cedo”, diz Mancini. “O que nós temos, por enquanto, é uma safra cheia. Normal, sem perdas”, explica Fardim. Segundo o agrônomo, a média de produtividade sempre girou entre 55 e 60 sacas por hectare. “Sim, há lavouras com resultados melhores, mas não é uma regra”.

Ainda que não estejam batendo recordes de produção, os agricultores comemoram o rendimento. Emerson Bonini plantou mil hectares de soja. Neste ano, a produtividade média da lavoura até o momento é de 60 sacas por hectare, 18 acima do registrado em 2016. “É uma safra muito boa. Para um produtor que não colheu quase nada no ano passado, é uma super-safra”, diz. Ele espera terminar de colher até o fim de fevereiro. E conta que o resultado servirá para tirar muita gente do sufoco. “Será uma safra de recuperação, de retomada. Dois anos ruins seguidos, ninguém aguenta”.

O produtor e engenheiro agrônomo Félix Antonio Soupinski, que tem colhido 65 sacas por hectare, 15 a mais que na temporada, também comemora os bons resultados. “Tudo ajudou. O clima no plantio, no desenvolvimento das plantas, até na colheita. Tudo está dentro dos padrões. Não tivemos falta de chuva, nem água em excesso. Não podemos reclamar. Claro que ainda tem muita coisa, mas por enquanto está bom”. Ele semeou 1.340 hectares.

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