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03/02/2017

Atenção a solos arenosos pode aumentar produtividade da soja em MT

Trabalhando desde 1997 na Fundação Mato Grosso, o pesquisador Leandro Zancanaro diz ter claro quando viu a produtividade do Estado passar as 50 sacas pela primeira vez. “Foi na safra 1999/2000, quando tínhamos uma área plantada de 3 milhões de hectares de soja e 300 mil hectares plantados com milho”, afirma.

De lá para cá, a área plantada cresceu e esses números saltaram para 9,5 milhões e 3,5 milhões de hectares, respectivamente, segundo o Imea. Apesar do incremento, a produtividade média segue a mesma de 17 anos atrás, o que não é novidade para o produtor, mas que Zancanaro atribuiu às características dos solos disponíveis para a expansão da atividade agrícola em Mato Grosso somada ao manejo que se faz neles.

“À medida que a área foi crescendo, nós fomos ocupando lugares com aptidões agrícolas diferentes e eu, pessoalmente, estimo que desses 9,5 milhões de hectares plantados com soja, em torno de 2 milhões sejam de solos arenosos”, diz o pesquisador. Com restrições próprias de sua natureza e recebendo um tratamento inadequado, ele acredita que essas áreas, incorporadas mais recentemente à atividade agrícola, com textura média e arenosa, contribuam para puxar a média do Estado para baixo.

“O milho safrinha nós só fazemos nas melhores áreas, porque ele entra onde a soja foi plantada na janela correta, em que eu faço o manejo correto. Nos solos arenosos, em geral, o produtor planta cultivares de ciclo tardio, faz menos cobertura, usa mais grade niveladora”, afirma. Com essas práticas, a produção pode chegar a ser de 20 a 25% menor do que o padrão regional, de acordo com o pesquisador, o que não condiz com a realidade de áreas mais férteis e de solo argiloso. Para Zancanaro, nas áreas em que se planta milho safrinha é possível afirmar que a produção de soja esteja na casa de 55 a 56 sacas de soja hoje, enquanto a de milho gire em torno de 120 a 130 sacas.

De olho no futuro - Para aprender a lidar melhor com o desafio que se coloca, e caminhar para um incremento na produtividade do Estado, a Fundação MT em parceria com a Aprosoja vão inaugurar, ainda este mês, o Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) Parecis, um campo de pesquisa em solos arenosos.

No local, além de experimentos com agricultura, Zancanaro afirma que existe a possibilidade de introduzir a pecuária, o que está sendo estudado junto à Aprosoja. “O fato é que no passado foram abertas algumas áreas em Mato Grosso que têm aptidão para a agricultura, outras para a pecuária e algumas que não dão para uma atividade nem para outra e que, mais cedo ou mais tarde, terão de ser devolvidas para a natureza”.

Até 2030, a previsão do Imea, Famato e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) do Estado, é de que a área plantada com soja em Mato Grosso chegue a 15 milhões de hectares. “Subtraindo os 9,5 milhões que temos hoje, isso significaria expandir a área plantada em mais 5,5 milhões, e eu me arrisco a dizer que metade disso será sobre solos arenosos”, completa Zancanaro.

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