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Notícias

04/11/2013

Mato Grosso “empacota” montanhas de milho safrinha

As montanhas de milho da colheita de inverno que estavam a céu aberto agora estão empacotadas em todas as regiões de Mato Grosso,  conferiu a Expedição Safra Gazeta do Povo, que percorre o estado desde o início da semana para monitorar o plantio da safra de verão. Na falta de armazéns, os produtores mato-grossenses estão usando centenas de silos-bolsas.

A alternativa é descartável. Os bolsões de plástico preservam a qualidade do produto por até um ano e meio, segundo os produtores. A maior quantidade de bags com milho está ao leste do estado, onde a agricultura mais se desenvolve, mas com falta de infraestrutura de armazéns, aponta Ângelo Luis Ozelame, analista de grãos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Um silo bolsa pode armazenar até 180 toneladas — quatro a cinco caminhões — e custa entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil. O equipamento para encher esvaziar exige investimento de mais de R$ 50 mil. O sistema eleva o custo do milho em pelo menos R$ 1 por saca.

O momento de esvaziar dos silos plásticos depende de liquidez e preço. Hoje o milho vale menos de R$ 10 por saca de 60 quilos, valor abaixo do custo de produção e também do mínimo estipulado pelo governo federal para o estado. Mesmo sem lucratividade, os produtores têm realizado negócios no mercado internacional. “Estamos batendo recordes de exportação todos os meses”, lembra Daniel Latorraca, gestor do Imea.

No último ano, Mato Grosso colheu mais de 40 milhões de toneladas de milho, considerando as safras de verão e inverno. Desse total, somente 3,4 milhões de toneladas são absorvidos pelo mercado interno.

Os resultados recordes nas últimas colheitas pressionam a logística do estado do Centro-Oeste brasileiro. A movimentação de carretas na BR- 163, principal via de escoamento da produção mato-grossense é prova disso.  A expedição Safra percorreu mais de 600 km pela rodovia e conferiu que o fluxo de veículos segue a expansão da agricultura no estado. Mesmo na época de plantio, os congestionamentos são constantes na BR-163 e a tendência é que o cenário vai se agravar, causando picos de preços de frete rodoviário ao menos duas vezes ao ano. A maior parte das carretas descem no sentido sul carregadas com milho e sobem para Mato Grosso vazias ou levando insumos.​
 
 
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