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01/08/2017

Conselho de Informações sobre Biotecnologia destacou 10 curiosidades sobre o milho

Pipoca, canjica, polenta, pamonha, curau. Tudo isso e muito mais se faz com milho, principalmente nesta época de festas julinas. E esse grão tão importante para a nossa alimentação e culinária é também estratégico para a agricultura e a indústria, por ser ingrediente de produtos como rações animais, talco infantil, maionese, cerveja e até etanol. Desde 2000, o Brasil mais que dobrou a produção dessa commodity, saltando de 42 milhões de toneladas em 12 milhões de hectares naquele ano para 97 milhões de toneladas em 17,4 milhões de hectares na safra 2016/2017, um volume 44% acima do registrado no período imediatamente anterior, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Por isso, o site Boas Práticas Agronômicas, do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), resolveu criar uma lista com alguns pontos interessantes sobre a cultura. Além disso, o site também contém informações técnicas muito valiosas para o dia-a-dia dos produtores que usam estas biotecnologias para alavancar suas produções. Para ler mais acesse o site www.boaspraticasagronomicas.com.br.

A seguir, veja dez curiosidades sobre o milho que podem te surpreender:

1 – É o único cereal nativo do novo mundo:

A mais antiga espiga de milho (Zea mays) de que se tem notícia é datada de pelo menos 7.000 antes de Cristo e foi encontrada por arqueólogos no Vale do Tehuacán, localizado no centro do México, e na Guatemala. Uma gramínea chamada teosinto deu origem ao milho que conhecemos hoje, por meio de um processo de seleção e domesticação feitos pelo homem. Antes disso, os grãos ficavam expostos fora da casca. Durante séculos, o milho foi a base da subsistência de povos pré-colombianos como maias, astecas, incas e olmecas. O próprio nome do cereal, originalmente, significa “o sustento da vida”, motivo pelo qual ele era reverenciado pelos ameríndios em rituais artísticos e religiosos. Em 1493, quando Cristóvão Colombo retornou à Europa após a chegada à América, levou consigo diferentes variedades de sementes. No fim do século XVI, o milho já estava espalhado por todos os continentes e adaptado a diversos ambientes e climas. Hoje, é um dos cereais mais cultivados do planeta, com plantações em áreas que vão desde o nível do mar até 3 mil metros de altitude. No Brasil, já era plantado pelos indígenas antes da chegada dos portugueses. Mas, após a colonização, o consumo aumentou muito – os escravos africanos, por exemplo, tinham no milho e na mandioca a base de sua dieta. Na Europa, a oleaginosa se consolidou como fonte alimentar de populações mais humildes e de animais, razão pela qual foi discriminada pela elite durante muitos anos.

2 – Nem todo milho vira pipoca:

O milho-pipoca (Zea mays everta) é apenas um dos tipos mais comuns do grão, junto com o milho-verde (ou doce) e o branco. A pipoca estoura porque essa variedade contém mais água e tem uma casca mais resistente que as dos demais. Quando a semente é exposta ao calor, a água que está lá dentro vira vapor e se expande. Com tanta pressão, a casca acaba se rompendo. Já o amido do milho, ao entrar em contato com o ar, solidifica-se e vira a “espuma branca” que comemos. Os grãos que não estouram, conhecidos como piruás, ocorrem quando há furos ou rachaduras na casca do milho, fazendo com que o vapor escape e a casca não exploda; ou quando não se atinge a temperatura necessária, ou ainda quando o grão contém água demais ou de menos. A maior produtora de milho-pipoca no Brasil é a cidade de Campo Novo do Parecis (MT), de onde saem 80% das 200 mil toneladas de pipoca consumidas por ano no País. Quanto aos outros tipos, o milho-verde é resultado de um processo de mutação, tem sabor adocicado e se come in natura ou enlatado. As plantações dessa variedade se concentram em Estados como RS, SP, MG, GO, DF e PE. Já o milho-branco, bastante comum em São Paulo e no Paraná, serve para produção de canjica e alimentação animal.

3 – Tem “primos” como o sorgo e o milheto:

Quinto cereal mais plantado no mundo, atrás do trigo, arroz, milho e cevada, o sorgo pertence à mesma família do milho. É uma planta de origem africana, usada para ração animal – principalmente de bovinos – em países como Brasil, Estados Unidos e Austrália e como fonte direta de alimento para milhões de pessoas na África, Ásia e América Central. Destina-se, ainda, à produção de bebidas alcoólicas, melaço, xarope e etanol. Os EUA são os maiores produtores mundiais de sorgo, também chamado de milho-zaburro. No Brasil, destacam-se no plantio desse grão as regiões de Goiás e Minas Gerais. Outro parente próximo do milho é o milheto ou painço, que surgiu há cerca de 5 mil anos ao sul do Deserto do Saara e atualmente é muito empregado na alimentação humana na Índia e em nações africanas. No País, onde foi introduzido pelo Rio Grande do Sul, em 1929, sua utilidade vai de ração animal e pasto para gado até cobertura do solo no sistema de plantio direto. Seus grãos também servem para preparo de bolos, biscoitos e mingaus. Além disso, nos últimos anos o milheto tem tido grande sucesso no Cerrado, em razão de sua resistência à seca.

4 – Os americanos são os maiores produtores mundiais:

Assim como a soja, os norte-americanos lideram a produção global de milho, com 351,7 milhões de toneladas colhidas na safra 2016/2017, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O país destina uma área de quase 37 milhões de hectares para o plantio do grão e sua produtividade chega a 185 sacas por hectare, duas vezes maior que a brasileira. Com a exportação, os EUA faturam US$ 11 bilhões. Na sequência do ranking mundial, aparecem o Brasil e a Argentina, que contribuem para uma produção de milho que já ultrapassa um bilhão de toneladas em todo o planeta – contra 205 milhões na década de 1960 e 483 milhões em 1990. De acordo com o USDA, o Brasil foi responsável por um volume de 97 milhões de toneladas em 17,4 milhões de hectares na safra 2016/2017, contra 41 milhões de toneladas da Argentina. Outros países expressivos no cultivo desse cereal são: Canadá, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Cuba, Honduras, Espanha, Portugal, República Tcheca, Romênia, Eslováquia, África do Sul, Egito, China, Japão e Filipinas.

5 – MT, PR e GO lideram o ranking brasileiro:

O milho é o segundo maior cultivo do País, atrás apenas da soja. A produção no Brasil é comandada pelo Mato Grosso, que colheu quase 25 milhões de toneladas na safra 2016/2017, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume corresponde a praticamente um terço de toda a produção nacional. Em seguida, estão o Paraná, com 17,8 milhões de toneladas, e Goiás, com 9,8 milhões. Destacam-se, ainda, os Estados do Mato Grosso do Sul (9,2 milhões de toneladas), de Minas Gerais (7,7 milhões) e do Rio Grande do Sul (6 milhões). No top 3 de área plantada, aparecem MT, PR e MS. E na lista de maior produtividade, os que mais se sobressaem são: DF (139 sacas por hectare), SC (135 sacas/ha) e RS (126 sacas/ha), de acordo com a CONAB. A produtividade média do País na safra 2016/2017, juntando safra e safrinha, foi de 92 sacas por hectare, ou 5.515 kg/ha. Em relação à colheita de 2015/2016, houve um incremento de 14,3% na produtividade nacional durante a primeira safra e de 43,4% na segunda. No quesito exportação, o Brasil enviou para outros países 21,8 milhões de toneladas de milho em 2016, o que gerou US$ 3,7 bilhões em receita, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em 2015, a exportação brasileira de milho teve um retorno de US$ 6 bilhões, e as fazendas do País faturaram R$ 43 bilhões. A colheita do milho varia de 70 a 120 dias ou mais após o plantio, e a altura de um pé oscila entre 70 cm e 2,5 metros.

6 – Há 40 eventos de milho transgênico aprovados no Brasil:

O milho é o grão com mais eventos transgênicos aprovados no País. A primeira variedade geneticamente modificada (GM) desse cereal foi liberada em 1985, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil em 2007, para cultivo a partir da safra 2008/2009. Esse primeiro milho transgênico é resistente a insetos e foi obtido por meio da introdução de um gene proveniente da bactéria de solo Bacillus thuringiensis (Bt) na planta. A taxa de adoção do milho transgênico no Brasil em 2016 foi de 88,4%, segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA). Em todo o mundo, esse índice cai para 26%. Outras nações importantes no cultivo de variedades GM desse grão são: EUA, Argentina, Canadá, África do Sul e Uruguai. Atualmente, dos 40 eventos de milho GM no País, 30 são Bt, ou seja, resistentes a insetos. Alguns (Bt ou não Bt) apresentam tolerância a herbicidas como glifosato e glufosinato de amônio e há, inclusive, um evento resistente à seca. A média de aumento de produtividade em lavouras de milho Bt em todo o mundo foi de 13% entre 1996 e 2014, segundo a consultoria britânica PG Economics. De acordo com estimativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foram colocadas no mercado nacional pelo menos 315 variedades (convencionais e transgênicas) de sementes de milho na safra 2016/2017.

7 – É usado pela indústria em balas, chicletes, cerveja e até na salsicha:

O milho é, literalmente, um prato cheio para a indústria de alimentos. O óleo é utilizado na formulação de margarinas, maioneses e molhos; o farelo serve para ração animal (de porcos, frangos e bois), e a farinha, o amido, a glicose, o fubá e o creme obtidos desse grão têm diversas utilidades. O xarope de milho, por exemplo, é amplamente usado na confeitaria como adoçante. Está presente em balas de goma, chicletes, biscoitos, sorvetes, geleias e frutas cristalizadas, além de sopas desidratadas, hambúrgueres, salsichas, salames e mortadelas. No caso do hambúrguer, o açúcar evita o encolhimento da carne durante a fritura, enquanto nos embutidos colabora para fixar a cor e dar liga – mesma função do amido em vários produtos. Além disso, pratos empanados normalmente misturam farinhas de soja e milho, segundo o doutor em ciências dos alimentos e professor associado da Universidade de São Paulo (USP) Flavio Finardi. O milho faz parte, ainda, dos cereais não maltados presentes em muitas cervejas. Outro de seus subprodutos, o corante caramelo, integra a composição de cervejas e mais bebidas alcoólicas, refrigerantes, chás, achocolatados em pó, molhos e caldas.

8 – Também produz etanol, adesivos, talco e fogos de artifício:

Os subprodutos do milho têm uma infinidade de usos para além da indústria alimentícia. Com o grão, também é possível produzir etanol, obtido tradicionalmente no Brasil a partir da cana-de-açúcar. Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já há “usinas flex” no Mato Grosso que fabricam biocombustível tanto a partir da cana quanto do milho. E a meta do governo é inaugurar em breve a primeira planta para produção de etanol apenas de milho, em Lucas do Rio Verde (MT). O amido e outros compostos derivados do grão estão presentes, ainda, em complexos vitamínicos, medicamentos (antibióticos como a penicilina), talco infantil, cosméticos, adesivos, rótulos, tecidos engomados, graxas e resinas. O amido de milho entra também na formulação de produtos de limpeza, filmes fotográficos, plásticos, pneus, tintas, papéis e fogos de artifício. Além disso, há subprodutos usados no beneficiamento de minérios, na extração de petróleo, na fundição de peças de metal e em explosivos, baterias elétricas e cabeças de fósforo.

9 – Faz bem à saúde:

O milho é fonte de fibras e celulose (presentes na casca), carboidratos, proteínas, gorduras, amido, vitaminas A, do complexo B e E, aminoácidos e sais minerais como ferro, fósforo, potássio, cálcio e zinco. Cada 100 gramas do alimento contêm cerca de 360 calorias, razão pela qual ele é capaz de suprir boa parte das necessidades energéticas e nutricionais de um indivíduo adulto.

10 – Tem um poema para chamar de seu:

A poetisa e doceira Cora Coralina (1889-1985), nascida em Goiás, dedicou em 1965 um poema inteiro ao milho.

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