Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksInício / Media Center / Notícias

Notícias

06/11/2013

Contêineres cheios e menos filas

Ciclo de Palestras realizado em Ponta Grossa aponta medidas que estão sendo tomadas em Paranaguá até que investimentos de peso em infraestrutura se concretizem. Nem todos os navios que cercam os portos brasileiros têm carregamento agendado, mas as filas crescem e passam de 100 embarcações ao largo do Porto de Paranaguá na época da colheita de verão, no primeiro semestre.

A disponibilidade de grãos para exportação atrai os graneleiros, que, mesmo estacionados, ampliam a pressão sobre a estrutura de embarque. Um sistema que organiza a chegada dos navios – semelhante ao que agenda a chegada de caminhões e evita filas na BR-277 – vem sendo defendido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Deverão ser monitoradas embarcações que se aproximam também dos demais portos graneleiros, como os de Santos (SP), São Francisco (SP) e Rio Grande (RS).

A proposta é aparentemente simples mas já gastou um ano em discussões, contou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino. Pode oferecer, nos próximos meses, orientação inclusive aos navios que se aproximam da costa sem carga agendada. A alternativa foi um dos assuntos da primeira etapa do Ciclo de Palestras Informação e Análise do Agronegócio, realizada em Ponta Grossa na última sexta-feira (01/11) pela Gazeta do Povo. Mais quatro palestras vão ocorrer até dezembro, em Cascavel (18/11), Londrina (2/12), Maringá (2/12), Curitiba (12/12).

O crescimento da produção sobrecarregou os portos do estado e modificou completamente o ritmo dos embarques de grãos, avaliou Dividino. O auge do escoamento, que ocorria entre março e setembro, agora vai de fevereiro a dezembro, com pico no segundo semestre, devido ao represamento da soja e à exportação do milho de inverno, relatou.

A organização das filas de caminhões e navios é necessária, mas não suficiente. “Temos que expandir o sistema. Não dá para dar apenas uma melhorada no Porto, são necessários investimentos estruturais”, apontou. Em sua avaliação, o governo federal está dando prioridade para os portos do Arco Norte do País, como Santarém e Itacoatiara. Paranaguá está movimentando perto de 45 milhões de toneladas e pode ter movimento dobrado até 2030.

Soja em contêiner

O uso de contêineres promete aliviar a pressão na exportação de soja. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) encheu cerca de 5 mil compartimentos no último ano (até 2 mil em meses de pico) e deve dobrar essa prática em 2013/14, disse o diretor-superintendente do TCP, Juarez Moraes e Silva, que também participou das discussões em Ponta Grossa.

O carregamento dos contêineres, que ocorria apenas em Cambé, passará a ser feito também em Ponta Grossa, Londrina e Cascavel, relatou. “Muitos atravessariam o Atlântico vazios. O transporte de grãos se torna viável porque o preço é estipulado conforme o que o setor de exportação pode pagar.” O volume dos embarques previstos para esta temporada equivale a quatro navios graneleiros.

A produção continuará crescendo e tende a chegar a 40 milhões de toneladas de grãos por ano no Paraná, apontou o coordenador do Agronegócio Gazeta do Povo, Giovani Ferreira. As discussões do Ciclo de Palestras tentam ajudar no planejamento da produção e da infraestrutura de escoamento, acrescentou.
 
 
Fonte: