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Notícias

03/12/2013

Milho: Representantes do Maizall visitam a China

Segurança alimentar, tecnologia e exportação de milho reuniram líderes brasileiros e autoridades na China
 
Representantes da Maizall Alliance – aliança formada pelas principais associações de produtores de milho do Brasil, Estados Unidos e Argentina – estiveram na China para a primeira visita oficial do grupo. O objetivo é fortalecer o relacionamento com as autoridades chinesas ao abordar temas como aumento da produtividade, segurança alimentar, biotecnologia e barreiras regulatórias e comerciais do milho no mundo.
 
Participaram da visita o presidente da Abramilho e ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, e o vice-presidente e representante da entidade na aliança, Sergio Bortolozzo. Na ocasião, eles estiveram em um evento sobre segurança alimentar e tecnologia, para apresentar como cada país da Maizall Alliance evoluiu na adoção e regulamentação de produtos biotecnológicos. Além disso, se reuniram com autoridades chinesas para discutir questões referentes ao processo de exportação do cereal.
 
“É muito importante que os maiores produtores do mundo estejam unidos nesse momento pensando no futuro do setor. A troca de informações é um fator disciplinador, que desmoraliza os radicais”, explica Paolinelli.
 
Cenário favorável para o milho brasileiro
 
Para Paolinelli, a viagem à China aconteceu em um momento positivo para o milho brasileiro. Recentemente, o governo firmou um acordo com a China para exportação do cereal, no qual poderá vender o equivalente a U$S 4 bilhões, ou 10 milhões de toneladas, para o país asiático. “O Brasil caminha para se tornar um dos maiores fornecedores do produto para a China. Esse acordo melhora muito a condição do Brasil como exportador e dá condições para o produtor brasileiro trabalhar. Ligamos para o ministro Antonio Andrade para agradecer e elogiar a iniciativa”.
 
Além disso, o governo brasileiro estabeleceu o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério da Agricultura chinês, que criou o Grupo de Trabalho Conjunto sobre Biotecnologia Agrícola e Biossegurança. O Memorando assinado prevê a regulamentação de biossegurança e biotecnologia, procedimentos e critérios para a avaliação de risco e mecanismos de aprovação de OGMs, status de aprovação e regulamentação pós-aprovação, entre outros, que tem por objetivo trazer maior previsibilidade e clareza ao longo do processo regulatório chinês de novos eventos biotecnológicos.
 
O Brasil elevou sua produção de milho em cerca de 60% nos últimos 10 anos, e atingiu um recorde acima de 80 milhões de toneladas na safra 2012/13. Sergio Bortolozzo destaca que esse resultado não seria possível sem a adoção da tecnologia nas lavouras.  “82% da área plantada com tecnologia avançada gera 97% da produção de milho no Brasil. Os 18% da área restante representam somente 3% da produção. Isso mostra, claramente, a importância da tecnologia para atingir a alta produtividade”, reforça.
 
A biotecnologia vem apresentando crescimento acentuado no Brasil. Nas duas últimas safras de milho representou uma média de 76,1% das lavouras. “Somos privilegiados por poder realizar duas safras anuais. O Brasil já pode se considerar um dos grandes abastecedores mundiais de milho”, finaliza Bortolozzo.
 
Sobre a Maizall Alliance
 
As principais associações de produtores de milho dos maiores produtores do cereal – Brasil, Argentina e Estados Unidos – criaram a Maizall – The International Maize Alliance, uma aliança internacional para estimular o aumento da produção e da produtividade e para ajudar a vencer as barreiras regulatórias e comerciais do milho no mundo.
 
A formalização da aliança foi feita, em maio deste ano. Juntas, as entidades trabalharão pela sincronia regulatória entre mercados produtores e mercados compradores, além de promover a importância da biotecnologia para aumentar a produtividade. Como países exportadores de milho, Brasil, Argentina e Estados Unidos enfrentam as mesmas barreiras para a venda global do milho e de seus subprodutos. Hoje, os três países representam, juntos, 50% da produção e 70% das exportações mundiais do cereal.
 
O foco da Maizall Alliance é a colaboração global para abordar questões relativas à segurança de alimentos, biotecnologia, liderança, comércio e imagem dos produtores. Inicialmente, estarão em pautas questões como: comunicação sobre a agricultura moderna; aprovações globais assíncronas e assimétricas; e harmonização de políticas regulamentares nas Américas.
 
Com Ascom Abramilho
 
Fonte: