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Notícias

24/12/2013

Produção de soja em MT ultrapassa 23 milhões de toneladas

Mato Grosso registrou a mais expressiva semeadura de soja de sua história, este ano, com 7,9 milhões de hectares cultivados, gerando 23,7 milhões de toneladas do grão, que consolidaram a maior produção do Estado até então e o manteviram o maior produtor do país. A constatação é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que projetou a exportação de 12,4 milhões de toneladas, movimentando US$ 6,6 bilhões em receita.

Mas segundo o Imea, os números expressivos geram alguns problemas para os produtores. “Um deles foi a elevação do frete, que ocorreu devido à  grande quantidade de soja que teve que ser retirada das lavouras, em pouco espaço de tempo e junto com o enviado para os portos, devido à falta de espaço para armazenagem. Desta forma, em algumas cidades o preço do frete chegou a ter mais de 50% de aumento, ultrapassando os R$ 19,00/sc para ser transportado até o porto”, consta o último boletim da soja deste ano.

Segundo o instituto, outro recorde que não foi nem um pouco bom, foi o custo de produção da safra 2013/14, que na média ponderada com a comercialização no Estado ficou em R$ 2.347,47/ha, 23% maior que o da safra anterior. “Este custo elevado afeta a margem do produtor, que tem que ser mais eficiente para conseguir obter lucro, visto que com uma produção de 52sc/ha, ele terá um custo de R$ 45,14/sc, isso sem considerar as aplicações com a Helicoverpa, que por sinal foi outra surpresa nada agradável para os produtores, que veem seu custo de produção cada vez maior com a incidência desta praga”.

Preços- No mercado interno mato-grossense, no ano, os preços da saca de soja iniciaram em níveis mais altos do que no ano anterior, mantendo este comportamento até o final da colheita da safra 12/13, no início de abril. Para o grão futuro “os valores negociados estão abaixo do preço físico, mostrando uma expectativa de que os preços físicos apresentem queda no início de 2014”.

Mercado futuro- Segundo o instituto, “mesmo com a confirmação da grande oferta de produto, uma demanda extremamente agressiva pela oleaginosa, puxada principalmente pela China, não deixou os preços caírem mais, ficando estáveis próximos de US$ 13,00/bushel. Para 2014 é esperada grande volatilidade nos preços que, com uma demanda agressiva e consistente, parece ter suas movimentações atreladas a novos fatos quanto à oferta mundial da oleaginosa”.
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