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Notícias

31/12/2013

MT: Soja teve mais um ano bom para o produtor

No último levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Canarana produziu 403 mil toneladas de soja na safra 2010/2011

O ano de 2013 para Mato Grosso foi de mais quebras de recordes, alguns bons e outros nem tanto, segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Tivemos a maior área semeada da história, com 7,9 milhões de hectares, o que possibilitou a produção de 23,7 milhões de toneladas, maior produção do Estado até então, se mantendo como o Estado que mais produz soja no país. Mato Grosso deverá exportar 12,4 milhões de toneladas, gerando US$ 6,6 bilhões em receita. Porém, esses números expressivos trouxeram alguns problemas para os produtores. Um deles foi a elevação do frete, que ocorreu devido à grande quantidade de soja que teve que ser retirada das lavouras, em pouco espaço de tempo e junto com o enviado para os portos, devido à falta de espaço para armazenagem.

Desta forma, em algumas cidades o preço do frete chegou a ter mais de 50% de aumento, ultrapassando os R$ 19,00/sc para ser transportado até o porto. Outro recorde que não foi nem um pouco bom, foi o custo de produção da safra 2013/14, que na média ponderada com a comercialização no Estado ficou em R$ 2.347,47/ha, 23% maior que o da safra anterior. Este custo elevado afeta a margem do produtor, que tem que ser mais eficiente para conseguir obter lucro, visto que com uma produção de 52sc/ha, ele terá um custo de R$ 45,14/sc, isso sem considerar as aplicações com a Helicoverpa, que por sinal foi outra surpresa nada agradável para os produtores, que veem seu custo de produção cada vez maior com a incidência desta praga.

PERSPECTIVAS 2014:

As lavouras de soja no Estado estão em ótimo desenvolvimento, com um clima extremamente favorável para a cultura até então. Desta forma, as 25,7 milhões de toneladas que são projetadas para serem colhidas em Mato Grosso, a cada dia que passa estão mais perto de virarem realidade. No cenário mundial, há uma queda de braço entre uma grande oferta de produto, com uma demanda extremamente agressiva, que deve deixar os preços estáveis, porém, provavelmente menores que os da safra passada. O Estado já comercializou quase 50% da safra 2013/14, já com um preço inferior ao da safra anterior, não tendo perspectivas animadoras para o preço físico nos primeiros meses do ano, devido à pressão da safra, que até o momento mostra que será muito boa em todo o Brasil. Desta forma, se a projeção de mais de 88 milhões de toneladas for confirmada, pressionará os preços internos para baixo.

Outro fator que infelizmente ainda irá figurar no cenário do agronegócio no Estado é a falta de logística, porém com algumas modificações, como é o caso do terminal ferroviário de Rondonópolis e a entrada de operação do terminal de cargas de Miritituba. Aliás, para a safra 2014/15, deveremos ter novo recorde nos custos de produção. Assim, as expectativas para 2014 são boas para a produção, porém os produtores e todo o setor deverão ter vários desafios para conseguir obter lucratividade com a oleaginosa, na próxima temporada.
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