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02/01/2014

Economia no frete e pedágio torna porto de Paraná mais atrativo

O preço do frete e pedágios mais baratos, tornou o Porto de Paranaguá o principal canal de escoamento da soja sul-mato-grossense nos últimos quatro meses. Paranaguá fica apenas 30 quilômetros mais próximo de Mato Grosso do Sul, em relação ao Porto de Santos, o suficiente para que tradings e cooperativas tenham encaminhado para o porto paranaense 100% da soja em grãos escoada pelo Estado no mês de novembro, o equivalente a 29 mil toneladas.

Segundo a Famasul, o movimento do quadrimestre mostra que houve uma progressão na preferência pelo porto do Paraná desde o mês de agosto, quando 66% da oleaginosa exportada por Mato Grosso do Sul foi despachada via Paranaguá, já em setembro foram enviadas para o terminal portuário 79% e, em outubro, 99,5%.

Partindo do Sul de MS, região que concentra 70% da produção agrícola do Estado, são 248 quilômetros a menos até o Porto de Paranaguá em relação ao Porto de Santos, distância que faz diferença nas despesas com pedágios e na agilidade de escoamento.

Além do maior tempo nas estradas, um caminhão bitrem de sete eixos, com capacidade para escoar 37 toneladas de soja, que saem de Naviraí rumo a Santos (SP), custa para as cooperativas cerca de R$ 90 por eixo, somando o valor de R$ 630. O mesmo caminhão rumo a Paranaguá teria o custo reduzido em R$ 182 por caminhão, chegando ao valor de R$ 448.

Contratada pela Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense (Copasul), a Transportadora Lontano embarca mil toneladas de soja por dia e, como as demais cooperativas do Sul do Estado, destina a maior fatia deste volume ao Porto de Paranaguá. “Nesta situação, dar preferência ao Porto de Santos significaria um aumento de custo diário com frete equivalente a R$ 15 mil, que posteriormente seriam debitados do bolso dos produtores,” contabiliza o presidente da Associação dos Produtores de Soja de MS (Aprosoja/MS), Almir Dalpasquale, ao avaliar o atual preço de frete. 

Dalpasquale destaca o trabalho das cooperativas na busca por estratégias no setor agrícola. “Cooperados, os produtores ficam mais fortes e ganham mercado com facilidade. Em Mato Grosso do Sul é notória a influência das cooperativas agropecuárias na redução de custos com produção e logística,” enfatiza o presidente da Aprosoja/MS, referindo-se ao potencial de representação política e econômica de um grupo em comparação ao produtor rural isolado.

De acordo com o levantamento da Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso do Sul (OCB/MS), o sistema cooperativista do ramo agropecuário do Estado está distribuído em 47 cooperativas atualmente. A área de estocagem de grãos das cooperativas de Mato Grosso do Sul engloba 27 municípios, com 59 unidades armazenadoras, tendo maior representatividade nas regiões da Grande Dourados e do Cone Sul. 
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