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Notícias

20/01/2014

Milho: maior valorização

Da porteira para dentro, cereal foi o grande destaque do ano com recorde duplo; receita do milho, em MT, atingiu R$ 9,09 bilhões, cifra histórica


Pela primeira vez na história do agronegócio mato-grossense, a receita gerada da porteira para dentro pelo milho fechou o ano acima do contabilizado pela cotonicultura. Além de superar a pluma, o cereal apresentou a maior valorização de 2013 entre as cinco principais culturas plantadas no Estado. Na comparação com o realizado em 2012, o faturamento do milho – também chamado de Valor Bruto da Produção (VBP) – cresceu 20%. 

O VBP é resultado do valor produzido por cada cultura multiplicado por seu valor médio de mercado no momento da avaliação. Os dados são divulgados mensalmente pela Assessoria de Gestão Estratégica (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), baseados nas informações do IBGE e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

A variação positiva já era esperada desde o início do ano passado pelos técnicos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e foi se confirmando ao longo do ano, apesar do milho registrar uma abrupta desvalorização em meados do ano passado, quando a saca chegou a ser negociada a menos de R$ 10 no médio norte e oeste do Estado. A retração no mercado que chegou a mais de 60% em alguns momentos de julho, agosto e setembro de 2013 reverberava a super oferta do grão, após mais um recorde de produção em Mato Grosso e a chegada de uma safra cheia dos Estados Unidos, após a quebra no ciclo anterior. No segundo semestre de 2012, por exemplo, refletindo os problemas climáticos que reduziram a produção norte-americana, o Imea registrou negócios feitos pelos produtos mato-grossenses de até R$ 22 pela saca do milho. 

Mesmo em uma gangorra em 2013, a produção recorde de mais de 22 milhões de toneladas – que colocou o Estado como maior produtor nacional do cereal mesmo fazendo apenas a segunda safra – conseguiu compensar a perda de preços. A safra 2013 de milho, em Mato Grosso, atingiu VBP de R$ 9,09 bilhões, faturamento histórico. Em 2012 a receita gerada da porteira para dentro somou R$ 7,57 bilhões. 

SALDO - Na comparação, entre as principais commodities do Estado, das cinco, apenas milho, cana-de-açúcar e arroz, ampliaram a receita anual ante a performance anterior. Já a soja e o algodão fecharam com perdas e essa retração foi suficiente para puxar para baixo o VBP agrícola mato-grossense de 2013 que contabilizou R$ 1 bilhão a menos, caindo de R$ 42 bilhões para R$ 41 bilhões. 

A sojicultura é o carro-chefe do agronegócio estadual, sustenta o segmento, tanto as exportações quanto o VBP local. Na safra 2012/13, mesmo com avanço na produção que passou de 21,36 milhões de toneladas para 23,66 milhões, o VBP caiu 9,20%, ao sair R$ 23,80 bilhões para R$ 21,61 bilhões de toneladas. Essa receita revela que somente a soja corresponde a pouco mais de 52% do VBP agrícola do Estado. 

O algodão, em razão dos preços do mercado, teve a safra 2012/13 menor - em cerca de 26% na oferta de pluma – e isso contribuiu para a retração do VBP, que encolheu 8,06%, ao sair de R$ 8,31 bilhões em 2012 para R$ 7,64 bilhões no ano passado. 

O arroz teve receita valorizada em 13%, com o VBP chegando a R$ 333,17 milhões ante R$ 294,52 milhões. A segunda maior variação entre as commodities mato-grossenses no ano passado vem da cana-de-açúcar, +15%. Conforme levantamento do Ministério, o VBP passou de R$ 1,13 bilhão para R$ 1,30 bilhão. 

AGROPECUÁRIA – O VBP agrícola e pecuário do Estado confirmou a tendência de queda e encolheu diante de 2012. O ano passado fechou com receita de R$ 52,80 bilhões ante R$ 52,95 bilhões. Do total, R$ 41 bilhões foram gerados pelas lavouras e R$ 11,72 bilhões veio da pecuária, atividade que reúne a bovinocultura, a suinocultura, a avicultura e a produção de leite e ovos. Diferentemente do campo, a receita do ‘pasto’ cresceu em relação ao exercício anterior em 7,52%, já que em 2012 o saldo foi de R$ 10,90 bilhões. 

Todas as cadeias produtivas do segmento pecuário tiveram o VBP valorizado em relação ao ano anterior. A de bovinos passou de R$ 7,70 bilhões para R$ 8,41 bilhões, a de suínos de R$ 678,51 milhões para R$ 700,47 bilhões, a de aves de R$ 1,97 bilhão para R$ 2,04 bilhões e a do leite de 552,15 milhões para R$ 566,19 milhões. 
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