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Notícias

03/02/2014

Soja ainda é a maior aposta do mercado nacional de sementes

A lavoura da soja é a que ainda mais promete espaço para o avanço do mercado de comercialização de sementes certificadas sobre a utilização de sementes dos próprios produtores rurais. Nos últimos dois anos, houve um recuo na proporção de sementes de soja do mercado usada no solo, mas o setor acredita que o aumento do uso de transgênicos e da própria área plantada com a oleaginosa faça o mercado recuperar sua participação nas lavouras. Na safra passada, 64% das sementes de soja plantadas no solo foram obtidas no mercado, ante 67% em 2011. Para este ano, a expectativa é de que o uso de sementes certificadas ultrapasse os 70% e possa alcançar 75%, segundo o presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), Narciso Barizon.
 
"A soja é onde, o mercado de sementes, mais deve crescer porque é o carro-chefe  (da agricultura)", afirma Barizon. "Nós queremos crescer tanto no aumento de área como no aumento da utilização de sementes certificadas", complementa o dirigente.
 
Na safra passada - levando-se em consideração um potencial de 1,6 milhão de toneladas - as sementeiras foram responsáveis pelo fornecimento de pouco mais de 1 milhão de toneladas.
 
O crescimento de área de soja avançou 6,6%, de 27,7 milhões de hectares para 29,5 milhões de hectares, de acordo com o último levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
As sementes certificadas são aquelas produzidas pelas sementeiras e empresas de biotecnologia dentro de regras de qualidade e com cobrança de royalties, no caso das sementes geneticamente modificadas. Elas são adotadas majoritariamente pela agricultura empresarial, mas ainda assim concorrem com as sementes produzidas pelos próprios produtores rurais.
 
A utilização de sementes certificadas nas lavouras de soja é menor em proporção na comparação com as lavouras de milho, onde a taxa de uso de sementes certificadas já é de 90%. Essa diferença se dá porque a planta da soja tem a capacidade de autopolinização, diferentemente do pé de milho, no qual, para se obter uma semente, é necessário promover o cruzamento.
 
Apesar da participação de sementes certificadas dentro do total plantado já ter sido maior, o preço do insumo tem sido um dos principais colaboradores no aumento dos custos de produção. No Mato Grosso, o preço da semente da safra 2011/2012 para a safra 2012/2013 passou de R$ 90,44 por hectare para R$ 95,17, e nesta safra já é negociada em R$ 136,31. No Paraná, o custo das sementes estava em R$ 233,10 por hectare, e no fim do ano passado era negociado em R$ 262,80.
 
Culturas menores
 
A produção de feijão é outra aposta do setor, segundo Barizon. A taxa de utilização de sementes certificadas na cultura da leguminosa é de 19%, a menor entre todas as lavouras de grãos do País. A expectativa, afirma, é que com o aumento da área plantada, também aumente a demanda por sementes no mercado. Mas ele prefere não fazer prognósticos dada a instabilidade da produção.
 
As lavouras de arroz e de trigo também têm uma baixa utilização de sementes certificadas. No ano passado, 52% das sementes da lavoura de arroz de sequeiro (produzida fora de ambientes irrigados) eram certificadas. No caso do arroz irrigado, a participação foi de 42%. Já no caso do trigo, a taxa foi de 68%. "Todas as culturas que trabalham abaixo de 80% [de uso de sementes certificadas] temos espaço para crescer", avalia o presidente da Abrasem.
 
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