Comando para Ignorar Faixa de Opções
Ir para o conteúdo principal
Navegar para Cima
Logon
Você está em: Skip Navigation LinksInício / Blog / ViewPost

Aplicação de fungicidas no manejo de doenças na soja

25
nov
2019
Doenças, Manejo, Soja

Nas últimas safras, o Brasil vem se consolidando como um dos maiores produtores de soja do mundo, uma disputa acirrada com um dos principais players, os Estados Unidos.

Segundo a CONAB, são esperados mais de 120 milhões de toneladas da oleaginosa para a safra 2019/2020, um crescimento de 6% em relação a safra anterior e superior aos EUA, que estima uma produção de 100 milhões de toneladas.

Essas conquistas se dão graças a fatores como a pesquisa e melhoramento, que a todo o momento estão sendo entregues para o mercado, às genéticas (cultivares mais adaptadas) e às tecnologias para alcançar altas performances.


Gráfico 01. Fonte: CONAB adaptado por Sandro R. Quinebre

Ultimamente está mais evidente a importância de altas produtividades para a sobrevivência na atividade, pois com a grande competitividade, somada aos diversos fatores que influenciam diretamente e indiretamente (custo de produção, oferta do produto, câmbio, clima, pragas, doenças, etc), tornam o sistema produção um exercício de alto risco, que muitas vezes não perdoa uma decisão errada.

Atenção com o manejo

O crescimento da cultura não traz somente benefícios, visto que junto com a expansão da atividade, diversos fatores negativos também aparecem, como a pressão de pragas e de doenças, que influenciam diretamente nos resultados.

Para que isso não se torne um pesadelo, a adoção e associação de técnicas de manejo (solo, pragas, doenças, etc), são ferramentas primordiais para o sucesso de uma lavoura, ou seja, é através delas que conseguimos equilibrar a relação custo/benefício.

Pensando no complexo de patógenos, que pressionam a cultura da soja, o conhecimento aprofundado da região (histórico de doenças) e o planejamento da safra (data de plantio, tipo de crescimento da cultivar, resistência genética, tipo de solo, etc), são estratégias fundamentais para complementar o manejo fitossanitário, bem como a avaliação Triângulo da Doença (imagem 01), que pode contribuir fornecendo referências, sobre possíveis instalações de patógenos.


Imagem 01. Triângulo da doença. Fonte: adaptada de Bergamim Filho e Amorim (2018, p. 217).

Principais doenças da soja

A seguir, vamos descrever sobre o cenário atual das principais doenças da soja e os desafios no manejo delas.

Antracnose (Colletotrichum truncatum) e Mancha Alvo (Corynespora cassicola)

Duas doenças comuns na maioria das regiões de cultivo da oleaginosa, porém não menos importantes, pois em situações de alta pressão dos patógenos, se não adotarmos uma estratégia eficiente de controle, as percas podem ser significativas, principalmente com cultivares susceptíveis. Lembrando que no caso da Mancha Alvo, a cultura do algodoeiro também é afetada pelo mesmo patógeno.

Os danos destas doenças, ocorrem nas estruturas reprodutivas (vagens), causando redução da área fotossintética (folhas), pecíolos e hastes, ou seja, comprometem agressivamente a performance da planta.

Inicialmente o manejo destas doenças, pode ser executado através das seguintes práticas:
1. Escolha cultivares resistentes ou tolerantes;
2. Utilize sementes certificadas (livres de patógenos);
3. Cultive em áreas de boa fertilidade (principalmente K);
4. Tenha atenção com a densidade de plantas (em área de alta pressão, trabalhar com densidades de plantas menores);
5. Pratique a sucessão de cultura com gramíneas;
6. Utilize o tratamento de sementes com fungicidas (como exemplo RANCONA T);
7. Realize o controle químico com fungicidas de alta performance (como exemplo VESSARYA).


Imagem 02. Manejo de Mancha Alvo (Corynespora cassicola), com fungicida Carboxamida. Foto: Sandro R. Quinebre

Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)

Esta é uma doença antiga que pressiona a cultura da soja, havendo grandes importâncias entre as décadas de 1970 e 1980, porem ficou um tempo sem grandes efeitos, ressurgindo com ênfase na safra 2006/2007, e até hoje, chama atenção principalmente na região da Bahia (FUNDAÇÃO MT, 2017).

Para o Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) o manejo pode ser executado com a escolha de cultivares de arquitetura ereta (auxiliando em uma maior aeração do dossel e consequentemente na redução do microclima favorável para a doença), juntamente com sementes certificadas, TS com fungicidas e rotação com culturas não hospedeiras.

Temos um conteúdo mais aprofundado e atualizado sobre esta doença, acesse: Manejo de Mofo Branco na Cultura da Soja.

Podridão de carvão (Macrophomina phaseolina)

Conforme o relato de muitos profissionais da área “cada safra é uma novela diferente”, e na última safra 2018/2019 ocorreram situações que foram favoráveis para alguns patógenos.

Desta maneira, devido às adversidades climáticas, juntamente com a ausência de manejo do solo (stress hídrico + altas temperaturas + solos compactados), proporcionou altas incidências de podridão de carvão da raiz em diversas regiões (Macrophomina phaseolina), doença que em safras passadas se encontrava quase ausente (sem efeitos significativos) e nesta última pegou muitos agricultores de surpresa.

Por ser uma doença oportunista, aproveitou as condições favoráveis (interação entre ambiente, patógeno e hospedeiro) para se instalar, causando a morte precoce de plantas e consequente redução no enchimento de grãos, resultando em perdas de produtividade.

Para a prevenção deste patógeno oportunista, recomenda-se melhorar as condições físicas e químicas das áreas de cultivo, ou seja, deve-se ter uma boa condição de fertilidade em camadas profundas e o aumento do percentual de matéria orgânica. Este último pode ser alcançado com sistemas de consorciação de milho e braquiárias.

Evolução da Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi)

A maioria das doenças são controladas com ações preventivas dentro de um sistema integrado. Atualmente o mercado disponibiliza várias moléculas que protegem a lavoura desde a semeadura, através de fungicidas via tratamento de sementes, até as fases finais do ciclo da cultura, com aplicações de fungicidas foliares.

Entre as moléculas mais utilizadas, se destacam os grupos dos Triazóis e Estrobilurinas, dois grupos de fungicidas que contribuíram para a redução das perdas causadas pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, doença amplamente conhecida, porém, ainda muito severa que pode evoluir em prejuízos de até 90% no rendimento da lavoura.

Segundo a EMBRAPA, nas primeiras aparições dessa doença, estima-se que mais de 60% da área de soja do Brasil foi atingida pela ferrugem na safra 2001/02, resultando em perdas de 112.000 t ou US$ 24,70 milhões.

No entanto, em paralelo com a ampliação das áreas de cultivo da soja, houve também o aumento da utilização de fungicidas dos grupos Triazóis e Estrobilurinas. Consequentemente o aumento da exposição destas moléculas reflete negativamente no desempenho delas em relação ao controle da Ferrugem Asiática (Phakopsora pachyrhizi).

A grande pressão de seleção, gerada por aplicações sequenciais, resultaram, nos últimos anos, na redução da sensibilidade do fungo, fato que se agrava quando somado a outras condições como a baixa rotatividade de modos de ação, sub doses de produtos, intervalos de aplicações, características do fungo (mutações, disseminação, ciclo vital), plantas voluntárias, etc.


Gráfico 02. Porcentagem de controle da ferrugem-asiática da soja com fungicidas a base de tebuconazol (TBZ), ciproconazol (CPZ) e azoxistrobina (AZ), avaliados no período de 2003 a 2018. Fonte: EMBRAPA

Importância das ferramentas químicas

A aparição da resistência de uma determinada doença a um produto é um fato inevitável devido à grande variabilidade genética que a maiorias dos fungos possuem. Porém, com o uso racional das ferramentas químicas, podemos retardar este fato desagradável.

Nas últimas safras, a utilização de grupos químicos diferentes têm demonstrado a campo e em fontes de pesquisas, resultados satisfatórios para o controle de doenças, como exemplo, as Carboxamidas, que até o momento apresentaram resultados interessantes (incremento em produtividade e no controle de doenças) em aplicações intercaladas com misturas convencionais (Triazóis + Estrobilurinas).

No entanto, é válido ressaltar a MOÇÃO descrita pelo Consórcio Antiferrugem ao MAPA no dia 27/06/2017, relatando que: “Os fungicidas inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou "carboxamidas") apresentaram redução de eficiência na safra 2016/17 em ensaios realizados no Rio Grande do Sul, no Paraná, no Mato Grosso do Sul e no sul do Mato Grosso. Por esse motivo, devem ser preservados por meio de práticas de manejo integrado, que incluem seu uso associado a fungicidas com outros modos de ação, o vazio sanitário, a calendarização das datas de semeadura e colheita, o uso de cultivares resistentes e a semeadura de cultivares precoces no início da época recomendada para cada região”.

Conforme citado anteriormente, os fungicidas Protetores “multissitios” (Mancozeb, Oxicloreto de Cobre, etc), estão sendo utilizados nas lavouras e entregando resultados surpreendentes em misturas com Triazóis + Estrobilurinas e até mesmo em combinações com Carboxamidas.

Estas ações contribuem para o manejo de resistência, devido aos fungicidas protetores terem amplo espectro de ação, agindo em diversos pontos do metabolismo do fungo simultaneamente (inibindo drasticamente a chance de sobrevivência dos esporos). Diferente dos triazois, estrobilurinas e carboxamidas são considerados sitio-específicos.

De acordo com a pesquisa da consultoria Spark Inteligência Estratégica, houve um aumento expressivo ao uso dos fungicidas protetores na safra 2016/17, quando alcançou 38% das áreas de soja. Segundo informações da pesquisa, este crescimento se deu devido ao aumento da resistência da ferrugem asiática, resultando na redução do desempenho dos fungicidas sistêmicos.

O estado que mais usou dos produtos de contato foi o Rio Grande do Sul com aproximadamente 55%, seguido pelo Mato Grosso do Sul 40%, Mato Grosso e São Paulo 39%, Paraná 34% e Goiás 33% (Fonte: Agrolink).

Considerações finais

O conhecimento aprofundado da área, somado a diversas técnicas de manejo integrado, serão sempre as ferramentas essenciais para o sucesso de uma lavoura. E para que isso se torne realidade é necessário sempre estar atualizado com posicionamentos e informações técnicas. A Corteva Agriscience está sempre à disposição do agricultor para auxiliar no seu dia a dia, com produtos e serviços diferenciados.

Referências
REUTERS. BRASIL VÊ AUMENTO NA SAFRA DE SOJA 2019/2020. 2019. Disponível em: <http://apoiologistica.com.br/brasil-ve-aumento-na-safra-de-soja-2019-2020/>. Acesso em: 18 nov. 2019.
BRASIL. EMBRAPA. Soja em números (safra 2018/19). 2019. Disponível em: <https://www.embrapa.br/en/soja/cultivos/soja1/dados-economicos>. Acesso em: 18 nov. 2019.
BRASIL. EMBRAPA. Ferrugem da soja: manejo e prevenção. Disponível em: <https://www.embrapa.br/en/soja/ferrugem>. Acesso em: 18 nov. 2019.
CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM (Brasil). MOÇÃO. 2017. Disponível em: <http://acacia.cnpso.embrapa.br:8080/cferrugem_files//1570767082/MocaoCAF%202017.pdf>. Acesso em: 18 nov. 2019.
BRASIL. CONAB. SÉRIE HISTÓRICA DAS SAFRAS. 2019. Disponível em: <https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/serie-historica-das-safras?start=30>. Acesso em: 18 nov. 2019.
AGROLINK - LEONARDO GOTTEMS (Brasil). Dispara uso de fungicidas protetores no Brasil. 2017. Disponível em: <https://www.agrolink.com.br/noticias/dispara-uso-de-fungicidas-protetores-no-brasil_398268.html>. Acesso em: 18 nov. 2019.
FUNDAÇÃO MT (BRASIL). Boletim de Pesquisa. 18. ed. Rondonópolis - MT: Entrelinhas, 2017. 336 p. v. 18.

por Sandro Rossano Quinebre
Engenheiro Agrônomo, formado pelas Faculdades Integradas de Rondonópolis/UNIC. Possui experiência no manejo das culturas de soja, milho e algodão. Atualmente é Agrônomo de Campo na Corteva Agriscience™.

Publicado em: 09/12/2014
Atualizado em: 25/11/2019

52234 visualizações
 

 Comente

 
Nome  *
E-mail  *
Estado  *
Cidade  *
Código de segurança  *

Comentário  *
* Campos Obrigatórios
Atenção:

• Todos os comentários feitos neste Blog passam pela moderação de administradores e assim que possível serão publicados.

• Lembramos que os comentários postados são de responsabilidade do usuário e não representam necessariamente a posição da DuPont Pioneer sobre o assunto em discussão.

  • Comentários (27)

Guilherme Fernandes da Silva

30/11/2020 18:30:28
Boa tarde... Qual a sua opinião sobre as programações de aplicações de fungicidas na qual estamos trabalhando atualmente com um intervalo de aplicações de 14 dias sobre condições de veranicos? Sabemos que em condições de seca, os patógenos de não tem as condições ideais para o seu desenvolvimento. Outro fator que implica, é não ter as condições ambientais ideais para se realizar uma aplicação (temperatura elevada e umidade baixa). Então pergunto, quando as chuvas retornarem, devemos voltar a aplicar com o intervalo de 14 dias, sabendo que algumas áreas não haverá tempo hábil para realizar todas as aplicações da programação em virtude do fechamento do ciclo da cultura?
Blog Pioneer
23/3/2021 10:50:46
Olá Guilherme, tudo bem? Primeiramente muito obrigado por sua leitura e participação em nosso blog. Devido a dinâmica que existe em cada safra, não há uma “receita de bolo” e cabe sim uma avaliação local: momento do verânico/estádio da cultura/histórico da doença, ou seja, levar em consideração o Triângulo da Doença. No entanto, vale ressaltar que em casos de doenças complexas como Ferrugem da Soja, as ações preventivas são as mais recomendadas. Outro ponto sãos os diferentes ciclos de cultivares que se tem dentro do sistema de produção (internamente e regionalmente), no qual uma aplicação em um produto mais precoce, poderá beneficiar (redução de inóculo) outra cultivar que ficará mais tempo.

Anderson A F Mendes

5/3/2018 11:17:19
Bom dia... Tive problemas com mofo branco na soja precoce... Não fiz tratamento... Não foi muita perda, mas estou preocupado... Plantei feijão na safrinha... Qual produto possso usar para prevenir mofo no feijão e dosagem...
Blog Agronegócio em Foco
15/6/2018 15:48:07
Olá, Anderson! A Pioneer é uma empresa focada em milho e soja, por isso, sugerimos que para você ter informações mais assertivas, converse com empresas e organizações voltadas para a cultura do feijão.

Jaison

23/7/2017 23:12:09
Olá! Tive muito problema com a Antracnose, tem como controlar essa doença?
Helder Janoselli
23/8/2017 11:08:55
Prezado Jaison, obrigado por participar do nosso blog! Sobre sua pergunta, a Antracnose (Colletotrichum truncatum), é uma das principais doenças da soja, sendo as fontes primárias de transmissão do fungo, as sementes contaminadas e os restos culturais da safra anterior de soja. Os esporos são dispersos na área pelo vento e água da chuva/irrigação. A condição ideal de desenvolvimento está atrelada as temperaturas elevadas e alta umidade relativa com longos períodos de molhamento. A infecção pode ocorrer desde o estádio vegetativo, até o reprodutivo, podendo o fungo, nestas condições de temperatura e umidade, realizar uma nova infecção entre 5 e 7 dias. A primeira medida para o controle da doença é o uso de sementes livres do patógeno. É recomendado o tratamento com fungicidas específicos para reduzir os riscos de introdução do patógeno no campo e evitar o estabelecimento inicial da doença. Nas áreas onde a doença está presente, deve-se realizar rotação de culturas e adubação equilibrada (K e Mn), população compatível a cada variedade (com espaçamento que possibilite uma melhor ventilação), manejo de pragas e plantas invasoras e uso de fungicidas recomendados na parte aérea de forma preventiva. Alguns produtos possuem registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para auxiliar o controle da doença através de aplicações aéreas na soja. Informações sobre os produtos registrados acesse: http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons A Antracnose é uma doença de difícil controle e, assim como para a maioria das doenças que atacam as lavouras, a utilização de um único método, se torna ineficaz. Sendo assim, é essencial a união de diferentes práticas de manejo para que tenhamos sucesso no controle. Espero ter contribuído. Continue participando! Abraço, Helder.

Cicero Soares Junior

27/10/2016 19:18:45
Boa noite, me chamo Cícero Soares, sou técnico agrícola e atualmente aluno de agronomia pelo UNIFEB. Vocês saberiam me dizer quais são os produtos mais utilizados na cultura da soja? Pois irei realizar trabalhos com esta cultura, buscando melhorar a produtividade e a qualidade de sementes. Se puder me enviar quais são os principais produtos ficarei muito agradecido. Parabéns ao blog muito educativo, ajuda e muito no aprendizado.
Helder Janoselli
7/11/2016 9:07:37
Prezado Cícero, obrigado por participar do nosso blog! A interação possibilita a troca de informações e o aperfeiçoamento. Sobre sua pergunta, há vários produtos com diferentes ingredientes ativos utilizados no controle de doenças na Soja. Cada produto é indicado para o controle de uma ou mais doenças, por isso, é recomendada a consulta da respectiva bula e análise da sua necessidade para saber se o produto se encaixa. Além disso, a opinião de um Engenheiro Agrônomo também é importante. Antes de listar alguns dos produtos mais utilizados, é importante salientar a relevância do Manejo Integrado. Não utilizando o controle químico como única ferramenta, e sim, buscamos melhorar todo o sistema, com a rotação de cultura e princípio ativo, utilização da dose e produto recomendados, plantio de cultivares indicadas para s região, conhecimento do histórico da área, respeito ao período de vazio sanitário, utilização de tratamento de sementes industrial, entre outros. Vejamos agora alguns ingredientes ativos mais utilizados para o controle de doenças na soja: Para Ferrugem da Soja e outras doenças: Picoxistrobina + Ciproconazol, Trifloxistrobina + Protioconazol, Azoxistrobina + Benzovindiflupir, Trifloxistrobina + Ciproconazol, Azoxistrobina + Ciproconazol, Piraclostrobina + Fluxapiroxade e Piraclostrobina + Epoxiconazol + Fluxapiroxade. Mofo-branco: Procimidona, Fluazinam, Dimoxistrobina + Boscalida e Carbendazin. Tratamento de Semente: Carbendazin+Thiram e Fludioxonil+Mefenoxan. Lembrando que hoje os ativos mais eficazes para a Ferrugem da Soja são as Carboxamidas e a Picoxistrobina (Estrobilurina). Importante também utilizar a Carboxamida antecipada (preventiva), não após a disseminação da Ferrugem da Soja. Com a presença de Ferrugem na lavoura de soja, uma boa opção são as misturas de Triazois + Estrobilurina, assim como, a utilização concomitante dos protetores (multi-sítios), porém, possuem residual curto. É recomendado o uso das misturas para doenças de final de ciclo. Espero ter contribuído. Continue participando! Abraço, Helder.

Lucas

5/9/2016 11:51:17
Parabéns pelo Blog. Sou Agrônomo, ainda que atualmente desempregado, e confesso que essas matérias publicadas pelo blog da Pioneer são realmente elucidativas e didáticas para o produtor. Todo produtor deveria dar uma passada por aqui, pois as barbaridades que vemos no campo são inúmeras. Vai desde uma dessecação que engessa a sua área na safrinha até escolhas de manejos precipitados, os quais ignoram por completo a rotação de cultura e rotação de mecanismos de ação, seja de herbicidas ou inseticidas. Enfim, parabéns novamente pelo blog. Muito bom! Abraço.

tiago

22/12/2015 23:23:00
ola .sou do parana, estou fazendo a primeira aplicação de fungicida aos 45 dias após plantio ,para ver c tenho mais eficiência na aplicação pois a soja ainda nao fechou a linha ,.sera que estou fazendo a coisa certa ?
Sandro Quinebre
28/12/2015 7:49:23
Olá Tiago! O monitoramento interno (de sua lavoura) e regional é a peça fundamental para tomada de decisão, isto porque tem vários fatores que podem influenciar: hábito de crescimento da cultivar, histórico da doença, época de plantio, etc. Pensando em ferrugem asiática, por exemplo, o sucesso no controle desta doença é trabalhar com ações preventivas, lembrando que, os produtos registrados para controle da mesma são posicionados preventivamente, ou seja, depois que a doença se instala, o manejo curativo pode ser muito arriscado.

Jeferson Oliveira

4/2/2015 11:55:37
Olá! Parabéns pelo blog e pela matéria. Na condição de estresse hídrico, elevadas temperaturas, temos notado que os óleos usados junto com os fungicidas tem causado muita fito toxidez. Poderíamos usar apenas espalhantes? Podem comentar a respeito? Saudações a todos...
Sandro Quinebre
9/2/2015 11:18:56
Ola Jeferson! Primeiramente agradecemos por sua participação. Realmente, este ano estamos nos deparando com muitas situações semelhantes as que você mencionou, porém, a utilização do óleo é extremamente importante para performance dos fungicidas, desta maneira, nossa orientação é sempre seguir as recomendações da empresa fabricante dos produtos (isto porque as mesmas passam por diversas etapas na pesquisa, antes de serem divulgadas a nível comercial). Vale ressaltar as condições do momento da aplicação, ou seja, em condições mais amenas, o produto agirá melhor e as plantas estarão menos estressadas, posteriormente você terá um melhor resultado.

Albino Neto

30/12/2014 9:54:07
Uma grande preocupação esse ano são com as condições climáticas no momento das aplicacoes, estamos passando por veranicos não muito comuns para a epoca, você tem alguma experiência/pesquisa sobre horário de aplicação de fungicida na soja?
Sandro Quinebre
31/12/2014 15:18:34
Olá Sr. Albino! Realmente a campo, temos muitos fatores que podem interferir na qualidade das aplicações, no entanto, não podemos fugir dos parâmetros recomendados: Temperatura < 30° C, Umidade > 60% e Velocidade do Vento entre 3 a 10 km/h (geralmente encontramos estas condições, no início da manhã e final de tarde, ou seja, clima mais ameno).[...]
Sandro Quinebre
31/12/2014 15:19:07
[...] Fontes de pesquisa ressaltam que fugindo destas condições, a vida útil das gotas é reduzida significativamente, desta maneira influenciando negativamente na eficiência dos produtos aplicados.

Carlos Henrique de Brito

11/12/2014 12:28:44
Primeiramente parabéns pelo trabalho, achei muito válida a discussão e só assim com esse manejo integrado teremos sucesso no combate as doenças da soja.

Cássio Kirchner

10/12/2014 10:09:39
Parabéns pelo trabalho de comunicação e pela excelente matéria disponibilizada aos agricultores e tecnicos do Brasil

Sergio Sfredo

10/12/2014 8:30:08
Excelente ferramenta para a Difusão de informações pelos 4 cantos deste Brasil. A Soja se tornou cultura de altíssima tecnologia exigindo alto conhecimento técnico, manejo para alta produtividade e monitoramento constante por parte de Agrônomos e Produtores. Chapéu e botina não podem faltar.

Adriano da Paz

9/12/2014 23:33:03
Quinebre, E sobre a resistência da planta contra as doenças proporcionada pela nutrição equilibrada. Que noticia se tem sobre isso?
Sandro Quinebre
10/12/2014 16:18:14
Olá Adriano! Uma planta bem nutrida terá maiores e melhores condições, para enfrentar um stress supostamente ocasionado por patógenos, principalmente se tratando do potássio, um elemento muito importante para cultura, pois estimula a resistência natural da mesma. Fontes de pesquisas relatam que quando o P e K são fornecidos de maneira equilibrada, a cultura da soja sofre menos danos ao ataque da Ferrugem Asiática, fato também visto quando há má distribuição do fertilizante potássico.

SIDNEY WALFRIDO MAYER

9/12/2014 20:16:12
Parabéns á PIONEER/DUPONT. Sou fã e sempre recomendei seus produtos, pois são eficientes. Continuem esse blog pois é esclarecedor aos produtores de soja/milho e também auxilia aos engenheiros agronomos como eu.

Mário Jose Ferreira

9/12/2014 19:05:10
Parabéns por mais este canal de comunicação com o produtor rural, sem dúvida, importante para a troca de experiências e conhecimentos.

Anselmo Felix da Silva

9/12/2014 17:19:58
Parabéns pela iniciativa! Com certeza teremos belas discussões e troca de informação nesta ferramenta!

Ivo Lersch Junior

9/12/2014 17:10:20
Parabéns aos idealizadores do Blog!! Oportunizando que as informações cheguem aos produtores, consultores, agrônomos...de maneira rápida e permitindo que as experiências de conhecimento possam ser compartilhadas. Informação somente tem valor quando compartilhada e aplicada! Parabéns ao TIME PIONEER!!

Fabio

9/12/2014 16:10:55
Sou do Paraguay,a Safra de este ano varia muito,lavouras pequenas dos plantios mais sedos de 15/9 para tras e boas lavouras plantadas de 15/9 para frente. Estamos passando por uma alta pressao de ferrugem nas lavouras plantadas em outubro. Mas o que mais tem me chamado atencao, e que nos ultimos 2 anos tevemos forte ataque de oidio em alguns materiais onde que estrobilurinas, triazóis e benzimidazóis Juntos e Repetidos 15 a 20 dias nao estao surtindo efeito. Oque efetivamante esta funcionado?
Sandro Quinebre
10/12/2014 15:04:20
Olá, Fabio! Para controle de Oídio, ainda os triazóis são os mais recomendados (com melhores resultados), mas como você citou, há pressão de ferrugem significativa em sua região, a recomendação são aplicações em mistura entre Triazóis e Estrobilurinas, como exemplo temos Approach Prima, uma excelente opção para o manejo de doenças na soja. Para o Oídio, o monitoramento deve estar aliado ao manejo. Temperaturas amenas favorecem instalação da doença, por isso, a prevenção é uma excelente opção.
     
 

 Posts Relacionados

 
 

 DuPont Pioneer no Facebook

 
​​​​​
 

 Informações Técnicas

 
Receba informações técnicas da DuPont Pioneer. Cadastre-se
 

 Sugestões

 
Deseja enviar uma sugestão de pauta para o blog? Clique aqui e preencha o formulário
 

 Núvem de Tags