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Dessecação para colheita antecipada da soja e cuidados com percevejos na safrinha

10
dez
2019
Soja, Safrinha

A produção de soja e milho no Brasil está crescendo constantemente, com isso, também é crescente a busca por cultivares de soja mais precoces e que encurtem o ciclo da cultura da soja, possibilitando o plantio do milho safrinha na melhor época. Esta combinação tem contribuído cada vez mais para o aumento da produtividade dos cereais.

Uma prática muito importante para o sistema de produção soja e milho, é a dessecação, pois com ela é possível adiantar a colheita da soja em média de até cinco dias, propiciando o plantio do milho safrinha mais cedo

Os benefícios da dessecação antecipada da cultura da soja vão além da colheita, gerando também a uniformidade de maturação, o plantio do milho safrinha com redução de plantas daninhas, um maior aproveitamento da umidade do solo e chuvas, a dessecação de plantas invasoras adultas, a eliminação de plantas daninhas jovens, o transporte de grãos com menos impurezas, entre outros.

Eficiência na dessecação

Para uma dessecação eficiente é preciso monitorar a lavoura e identificar o momento em que a soja completa a sua maturação fisiológica.

O momento adequado para realizar a dessecação é na maturação fisiológica do grão, que é observado quando este já tenha atingido o máximo de peso de matéria seca e se desliga fisiologicamente da planta (R7). Neste momento os grãos passam a ter coloração amarelada e as plantas apresentam 75% das folhas e vagens amarelas.

É importante alertar que a dessecação antes da maturação fisiológica pode comprometer a produtividade e causar redução de até 12 sacos por hectare. Além disso, esta prática deve ser programada de acordo com a capacidade de colheita, pois a demora na colheita e o excesso de chuvas sobre a soja dessecada pode ocasionar em perdas com abertura de vagens, incidência maior de grãos “ardidos” e até germinação da soja dentro da vagem, reduzindo também a qualidade do grão.


Imagem 01. Estádio R7.3 (76% das folhas amareladas)

Redução das plantas daninhas

Para que a redução de plantas daninhas aconteça após a dessecação a escolha do herbicida deve ser baseada nas plantas daninhas predominantes na área.

É essencial utilizar somente produtos registrados e seguir as orientações de uso conforme a bula dos produtos e recomendações agrícolas.

Herbicidas como o Paraquate (indicado para predominância de gramíneas) e Diquat (indicado para a predominância de plantas daninhas de folhas largas) possuem rápida absorção e as chuvas, após um período de 30 minutos após a aplicação, não interferem no funcionamento do produto.

Além das plantas daninhas...

Outro cuidado que devemos ter é com os percevejos, que nos últimos anos têm provocado grandes prejuízos em todas as regiões produtoras de grãos no Brasil.

Na soja, os percevejos podem ocorrer em todo o ciclo da cultura, ocasionando danos severos principalmente nos estádios R3 e R4, quando o ataque da praga causa a queda das vagens da soja.

Entretanto, nos demais estádios reprodutivos da soja também é muito prejudicial, pois causa má formação e redução na qualidade dos grãos.

Várias espécies de Percevejos atacam a soja, porém as espécies Euschistus heros (Fabricius, 1798), Piezodorus guildinii (Westwood, 1837) e Nezara viridula (Linnaeus, 1758) se destacam, e são as que podem causar maiores danos na soja.


Adulto do percevejo-marrom
(Euschistus heros).


Adulto do percevejo-verde-pequeno
(Piezodorus guildinii).


Adulto do percevejo-verde
(Nezara vindula).


Adulto do percevejo-barriga-verde
(Dichelops melacanthus).

O percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus e Dichelops melacanthus) também merece atenção especial, pois pode ser encontrado atacando a soja e é muito agressivo para o milho.

Devido a sua relevância, durante todo o ciclo da soja, deve-se realizar o monitoramento dos percevejos, principalmente no período crítico para a soja (R3 a R6) e assim que o nível de ação recomendado pelo Manejo Integrado de Pragas (MIP) for atingido, realizar o controle.

De acordo com o MIP, a tomada de decisão para o controle de percevejos deve ser baseada no monitoramento e quando o nível populacional do inseto atingir um percevejo por metro de fileira para soja semente, ou dois percevejos por metro de fileira para soja grão, deve ser tomada a medida de controle. (Corrêa-Ferreira et al., 2009).

Durante as operações de manejo no final do ciclo da soja, quando ainda tiver cobertura verde, devem ser realizadas amostragens para verificar a existencia ou não de populações significativas da praga (nível de dano) e baseado no resultado das amostragens, tomar a decisão de controle dos percevejos, buscando reduzir a população que vai atacar posteriormente, a cultura do milho.

Os danos causados pelos percevejos no Milho vão desde o murchamento das folhas centrais (coração morto) até a seca total da planta. Além disso, os danos severos de percevejo podem ser confundidos com danos causados por lagartas mastigadoras.

A Revista Agropecuária Catarinense de abril de 2016, mostra o estudo em que o nível de dano econômico (NDE) estimado para D. furcatus em lavouras de milho é sempre inferior a 0,5 percevejo.m-1 de plantas, considerando cenários de preço do milho variando de R$12 a R$36 a saca de 60kg, e o custo de controle de R$40 a R$160 por ha (Chiaradia et al., 2016).


Dano leve


Dano moderado


Dano severo


Perfilhamento causado por percevejo marrom

A alimentação do percevejo pode, além de tudo, promover alterações fisiológicas na planta como o enrosetamento de gramíneas e furos simétricos com bordas amareladas no limbo foliar do milho.

Pesquisas revelam que o ataque de percevejo barriga-verde (Dichelops furcatus), além de reduzir o número de plantas e causar deformações, altera o padrão de florescimento de alguns híbridos, levando a falta de sincronia na emissão dos pendões e espigas e além disso, plantas com danos médios e severos tem redução significativa de produtividade.

O manejo desta praga requer ações com base em monitoramento durante o ciclo da soja e controle sempre que o nível de dano for atingido, tratamento de sementes com inseticida eficiente para o controle de percevejos e aplicações aéreas, na fase mais crítica da cultura do milho, que vai de VE (emergência) até V4/V5, dependendo da estrutura e desenvolvimento do híbrido.


Quadro 01. Número de pontos de amostragem por tamanho de área.

Os percevejos devem ser considerados pragas-chave nas culturas de sucessão a soja. A melhoria do manejo desta praga depende de um monitoramento sistemático da população no agroecossistema e do aprofundamento de estudos relacionados à praga e sua interação com a planta.

Desta forma, mesmo após a aplicação do inseticida e fungicida na soja, é importante que haja monitoramento próximo à fase de dessecação e, assim, se for necessário, fazer uma nova pulverização contra percevejos para diminuir a população deste inseto antes do plantio do milho safrinha.

Dúvidas sobre a dessecação? Compartilhe conosco nos comentários, logo abaixo, como foi o manejo, quais os resultados obtidos e suas dúvidas em relação ao assunto.

Referências
CORRÊA-FERREIRA, B. S.; KRZYZANOWSKI, F.C.; MINAMI, C.A.; Percevejos e a qualidade da semente de soja – série sementes. Londrina: EMBRAPA, 2009 16p. Circular Técnica, 67.
CHIARADIA, L. A.; NESI, C. N.; RIBEIRO, L. P.; Nível de dano econômico do percevejo barriga-verde, Dichelops furcatus (Fabr.) (Hemiptera: Pentatomidae), em Milho. Agropecu. Catarin., Florianópolis, v.29, n.1, p.63-67, jan./abr. 2016.

por Juliana Sounpinski
Engenheira Agrônoma, formada pela Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT) de Tangará da Serra, MT (2009). Possuo experiência no manejo das culturas de soja e milho, condução de ensaios a campo, avanço e desenvolvimento de híbridos de milho e cultivares de Soja, geração e desenvolvimento de informações técnicas, treinamentos e palestras. Atualmente sou Agrônoma de Campo de produtos para proteção de cultivos da Corteva Agrisciente™, atuando na região do Mato Grosso do Sul.

Publicado em: 16/12/2014
Atualizado em: 10/12/2019

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  • Comentários (37)

JULIO ADAM

20/10/2018 7:42:56
Preciso de um produto para dessecação antecipada para a cultura do trigo, dá para usar um tipo de secante... glifosato, Roundup, ou paraquat? O que é mais barato eficiente e não deixa residual?
Blog Agronegócio em Foco
29/10/2018 10:30:57
Olá, Sr. Julio! Para fazermos uma recomendação deste nível precisamos entender mais sobre a sua necessidade. Poderia nos passar o seu contato telefônico para conversarmos melhor? Ficamos no seu aguardo. Conte sempre conosco!

JEAN Carlo Carvalho

28/3/2017 11:17:17
Olá Erik, bom dia, venho aqui adquirir conhecimento sobre o processo de dessecagem da soja, pois preciso apresentar um trabalho sobre o mesmo, e vi alguns caminhos da DuPont Pioneer. Ficarei agradecido se poder me encaminhar o que apresentar ao meus professores, pois estou cursando técnico em mecanização no Etec. Desde já, meus agradecimentos.
Blog Agronegócio em Foco
28/3/2017 13:59:34
Olá Jean! Como complemento ao artigo do Erik, sugerimos que você assista ao vídeo que produzimos sobre este assunto e que pode ser útil para sua apresentação. O vídeo está disponível em: http://www.pioneersementes.com.br/blog/135/como-realizar-uma-dessecacao-eficiente-para-colheita-antecipada-da-soja

Elton Lima Gaudêncio

4/3/2017 20:27:43
Gostaria de saber como se faz a distribuição das iscas de monitoramento do percevejo, de acordo com o tamanho do talhão, quantas iscas distribuir? Quais produtos você recomenda para o TSI do milho safrinha? Existem iscas alternativas para o monitoramento do percevejo?
José Carlos Madalóz
7/3/2017 11:00:46
Olá Sr. Elton, este método de monitoramento de percevejos através de iscas de soja deve ser utilizado em cada um dos talhões da propriedade, avaliando-se separandamente cada um. As iscas, fracionadas em 10 porções de mesmo tamanho, devem ser distribuidas alinhadas e de forma longitudinal, no sentido maior do talhão e equidistantes uma da outra. Devendo ser colocadas no final do dia e avaliadas na manhã seguinte. Sugere-se a marcação do local das iscas com estacas para fácil localização. Os produtos mais recomendados para uso em tratamento de sementes no controle de percevejos pertencem ao grupo dos inseticidas neonicotinoides, por apresentarem maior eficácia e seletividade aos inimigos naturais. Dentre estes, a clotianidina é um dos que apresenta maior eficiência de controle. Existem armadilhas que utilizam feromômio sintético do macho, atraindo as fêmeas. No entanto, apresentam maior custo.

EVANILDO ALVES BONFIM

6/2/2017 9:20:57
BOM DIA, OBRIGADO PELA SUA COMPREENSÃO.

EVANILDO ALVES BONFIM

1/2/2017 11:09:17
Bom dia. Eu sou formado em Técnico em Agropecuária, e moro em Planalto da Serra/MT e adoro a agricultura em SI. Eu quero saber como fazer o cálculo de produção de sacas de soja mesmo com o soja verde, antes de colher. O Sr. Malavolta fez isso para a gente ver quando eu era monitor de pragas e doenças no Grupo Itaquere em Primavera do Leste - MT, só que não me lembro mais, e achei muito interessante. Obrigado.
Blog Agronegócio em Foco
6/2/2017 7:55:54
Olá, Sr. Evanildo. Possuimos outra publicação que apresenta uma metodologia para este tipo de estimativa. Acesse: http://www.pioneersementes.com.br/blog/46/estimando-a-produtividade-na-cultura-da-soja Em caso de dúvidas, ficamos à disposição. DuPont Pioneer

Luciano Zart

4/4/2016 15:21:53
Boa tarde, neste pensamento de aplicar paraquate para antecipar a colheita, posso ter problemas com a qualidade do grão se fizer a aplicação e tiver elevadas e contínuas precipitações após a aplicação? Obrigado.
Erik Lopes Gomes
11/4/2016 17:17:40
Olá, Sr. Luciano! Sabemos que em várias regiões do Brasil esta é uma prática que ajuda muito os agricultores na liberação mais rápida de áreas para um segundo cultivo (como é o caso do milho segunda safra), além de também ajudar a uniformizar a soja na hora da colheita (problemas de haste verde) e contribuir para o controle de plantas daninhas. Porém, se realizada de forma muito precoce ou com dias de alta precipitação, podemos não ter o efeito desejado e corremos o grande risco de comprometer o rendimento e também a qualidade de grãos, pois pode haver germinação nas próprias vagens. Por este motivo, deve-se respeitar o estádio correto para aplicação de Paraquat (logo que a planta atingir R7, apresentando uma vagem amarronzada ou bronzeada na haste principal). A dessecação em pré-colheita de campos de sementes de soja convencional com glyphosate não deve ser realizada, uma vez que essa prática acarreta redução de qualidade de sementes, diminuindo seu vigor e germinação devido ao não desenvolvimento das radículas secundárias das plantas. Para evitar que ocorram resíduos no grão colhido, deve-se observar o intervalo mínimo de sete dias entre a aplicação do produto e a colheita. Abraço, Erik. (Fonte: LANTMANN, Áureo. Dessecação pré-colheita, sim ou não?, publicado em 18 de janeiro de 2016)

João Carlos

15/2/2016 22:42:14
Olá, sou representante de vendas de defensivos e fertilizantes, e observamos um melhor controle das populações de percevejos na cultura da soja, quando as aplicações ocorreram nos períodos da tarde, após as 16 horas, gostaria de saber se existe algum trabalho sobre isto e para o milho safrinha qual melhor horario de aplicação.
Erik Lopes Gomes
19/2/2016 8:49:06
Olá João Carlos. Primeiramente, agradecemos o seu contato no Blog. A DuPont Pioneer não possui trabalho relacionado aos melhores horários de aplicação de defensivos. Porém, durante o XXII Congresso Brasileiro de entomologia, que ocorreu em 2008, foram apresentados trabalhos como: Hora de Aplicação (https://portalnemip.wordpress.com/2012/01/31/hora-de-aplicar/) e Efeito do horário de aplicação de inseticidas no controle de spodoptera frugiperda em milho(http://goo.gl/VrfL1q), em que se avaliaram vários horários de aplicação. Dentre eles, concluiu-se que o período do dia menos indicado para aplicação de inseticidas foi próximo às 12 horas, em função do calor excessivo. Os melhores resultados foram obtidos em aplicações noturnas e no início da manhã. Vale ressaltar que normalmente os agricultores realizam pulverizações no horário da manhã, porém a alta umidade sobre as folhas das plantas (orvalho) e a localização do inseto neste horário em algumas regiões são situações desfavoráveis para obter sucesso no controle. Todavia, vale lembrar que a ação sistêmica pela translocação basipetal do tiametoxam e alguns inseticidas neonecotinoides torna sua eficiência limitada, não correspondendo a um controle eficiente na maioria das ocasiões. Alguns cuidados podem refletir em uma maior eficiência de controle, redução do impacto ambiental e consequente maximização da lucratividade da cultura, tais como: - Características físico-químicas dos agrotóxicos utilizados; - Condições climáticas e fisiológicas da planta; - Bioecologia dos insetos pragas a serem controlados. O mais indicado é contatar o representante comercial da DuPont Pioneer. De acordo com o posicionamento dos híbridos e cultivares marca Pioneer® para sua região, ele poderá lhe oferecer técnicas de manejo assertivas. Um abraço, Erik Lopes Gomes

tiago

2/2/2015 9:16:56
Bom dia, Na dessecação da soja com PARAQUAT, pode-se utilizar em conjunto, CARFENTRAZONA-ETÍLICA, para controle de plantas daninhas ?
Erik Lopes Gomes
3/2/2015 8:42:41
Prezado Tiago, como ambos herbicidas atuam como contato, o melhor seria você utilizar primeiramente o paraquat na dessecação antecipada da soja e deixar a carfentrazona etílica para uma aplicação dessecação pré plantio do milho safrinha, visando um melhor controle de ervas daninhas como commelina ssp que pode hospedar percevejos. Evitamos utilizar misturas, mas pode-se utilizar em conjunto com gliphosate mais óleo para se obter um melhor controle! Espero ter ajudado. Um abraço!
tiago
3/2/2015 11:12:08
Bom dia, Então Erik, preferimos utilizar já na dessecação, pois ao final da colheita já entramos com o milho em cima, salvo se o clima não ajudar. Com isso reduzimos as passadas. O controle é justamente para corda de viola, principalmente. Gliphosate não tem dado resultado satisfatório nestes casos. Daí a necessidade de se usar Carfentrazona. Não entendi muito bem o motivo, eu teria problemas com eficácia neste caso, é isso ?
Erik Lopes Gomes
4/2/2015 7:55:36
Exatamente! Por se tratarem de herbicidas de contato, um pode comprometer a performance do outro! Mas do ponto de vista "otimizar" operação e risco com o milho segunda safra, não observamos problema.

NILTO ROQUE LAZZARETTI

6/1/2015 19:25:59
Parabéns, ótima matéria. Assim Erik, vc fala e produtos o Paraquat, eu sempre uso com o nome comercial, o Helmoxone, assim quantos litros por hectare eu devo usar, na dessecação do soja? E usar ele puro, ou com espalhante adesivo ou óleo, mineral ou vegetal? Obrigado, Nilto
Erik Lopes Gomes
8/1/2015 12:48:20
“É sabido que a cobertura foliar é muito importante para herbicidas de baixa translocação (contato) como o paraquat. Entretanto, para que este herbicida atinja a máxima eficiência é necessária cobertura uniforme da pulverização sobre a superfície foliar das plantas daninhas. É possível atingir essa uniformidade empregando-se adjuvantes classificados com espalhantes, os quais têm como característica alterar a tensão superficial das gotículas, reduzindo [...]
Erik Lopes Gomes
8/1/2015 12:49:39
[...] o ângulo de contato desta com a superfície foliar das plantas daninhas” (Vargas e Roman, 2006). Neste sentido, obedecendo sempre a recomendação da bula, você pode utilizar de 1,5 a 2 litros por hectare do Helmoxone, observando sempre a pressão e banco de plantas daninhas. E, dependendo do seu custo por há, pode associá-lo tranquilamente a espalhante adesivo ou óleo mineral /vegetal disponíveis no mercado, melhorando bem a performance do produto, principalmente em folhas estreitas.

jeferson

6/1/2015 17:23:19
Estimado Erick na regiao que trabalho no paraguay esta sendo muito utilizado a aolicaçao de baixa vazao 40 a 70 lts x ha qual seria o melhor volume de agua na aplicaçao para o percevejo?
Erik Lopes Gomes
8/1/2015 13:00:36
Prezado Jeferson, alguns trabalhos indicam baixa performance no controle de pentatomídeos em vazões abaixo de 100 lt/ha. Temos alguns resultados que mostram acima de 80% de controle, tanto em ninfas quanto em adultos com aplicações acima de 100 lt/ha e melhor eficiência com vazão de 150 lt/ha. Estes resultados estão diretamente ligados a tecnologia de aplicação, pontas utilizadas e condições climáticas.[...]
Erik Lopes Gomes
8/1/2015 13:01:01
[...] Em suma, quando se trata de controle de percevejos, vazões maiores com gotas finas tem apresentado melhores resultados que vazões abaixo de 50 lt/ha.

Valerio Patel

24/12/2014 11:42:21
Achei as informações importante é necessario unificar as açōes de controle de pragas e revamp daninhas com o interesse em alimentary produtividades com viabilidades economica.

Rodrigo Oliveira de Lima

23/12/2014 17:17:37
Prezado Erick Boa tarde. Se houver necessidade de aplicar inseticida para controlar percevejo próximo a dessecação da soja, posso misturar o inseticida com herbicida (paraquat ou diquat)? O que você me diz sobre isso? Grato. Rodrigo.
Marcelo Braga da Silva
26/12/2014 13:56:02
Caro senhor Rodrigo, a nossa proposta de manejo, visando o controle dos percevejos na cultura do milho safrinha, é baseada na redução da população desta praga na cultura anterior, devido a dificuldade de controle nos estádios iniciais do milho safrinha. Por isso, a nossa preocupação com monitoramento na soja até o momento da dessecação. Quanto à mistura de herbicidas com inseticidas no tanque é muito importante verificar junto aos fabricantes de cada produto, se há registro para tal mistura.

Joao Marangoni

21/12/2014 12:22:54
Olá, se puder mande uma foto maior (várias) da lavoura de soja no provável R7.3, pois serve para parâmetros comparativo com a lavoura em questão. No momento da dessecação se tiver percevejos na área pode usar inseticida junto ou a aplicação deve ser só depois de efetuada a colheita, pois os produtos usados pode ter carência e o produto pode ficar contaminado algum tempo.
Marcelo Braga da Silva
23/12/2014 15:34:36
Olá, João! Primeiramente, muito obrigado pela leitura do blog, esta troca de informações é muito importante para nós. Seguindo a nossa proposta de manejo, visando o controle dos percevejos na cultura da soja e do milho safrinha, temos como premissa a redução da população desta praga que pode causar grandes danos econômicos nestas culturas. [...]
Marcelo Braga da Silva
23/12/2014 15:35:19
[...] Por isso, recomendamos as aplicações durante os estádios reprodutivo da soja até o R7.3, quando atinge o momento ideal para a dessecação, com 76% das folhas amareladas. Esta aplicação de inseticida juntamente com a dessecação, normalmente é mais eficaz comparada com a aplicação após a colheita, devido ao hábito dos percevejos migrarem para as áreas de mata, próximas a lavoura, ou de se esconderem na palhada, dificultando o contato com o inseticida, [...]
Marcelo Braga da Silva
23/12/2014 15:35:49
[...] porém, retornam à lavoura assim que o milho safrinha está estabelecido. Quanto ao período de carência, é importante verificar no rótulo do produto a ser aplicado o período recomendado, isso pode variar entre os produtos e as culturas. Quanto as fotos do R7.3, serão encaminhadas para o seu email dentro de alguns dias.

EDUARDO JONIS SANZETENEA

19/12/2014 11:28:02
É muito bom receber publicações técnicas. Porque desta forma mesmo para os que não atuam na área. é possível estar sempre atualizado.

Aljian Antonio Alban

17/12/2014 15:59:16
Boa tarde sou eng. agrônomo e gostaria de saber qual a eficácia do uso de inseticida na dessecação da soja pra o controle de percevejos. E quando essa operação pode ser recomendada
Erik Gomes
18/12/2014 8:18:53
Olá Aljian! Primeiramente obrigado pela leitura do nosso artigo e também pela pergunta! É sabido que os percevejos podem aparecer durante todo período vegetativo aumentando drasticamente no reprodutivo e, pior, sem controle aumenta exponencialmente no final do ciclo, em especial em cultivares de ciclo médio e tardio, principalmente quando temos a migração de insetos adultos vindos de lavouras recém colhidas em busca de alimento.[...]
Erik Gomes
18/12/2014 8:20:29
[...] O que sugerimos neste caso é a utilização de inseticidas visando percevejos no ato da dessecação ou próximo a este, já que usualmente utilizamos inseticidas na última entrada da aplicação de fungicida e muitas vezes chegamos à fase de dessecação ou próximo à colheita com uma população de percevejos capaz de causar danos na cultura subsequente (milho safrinha). O que propomos é buscar diminuir o nível populacional desta praga.[...]
Erik Gomes
18/12/2014 8:21:15
[...] A eficácia irá depender de vários fatores, como: tecnologia de aplicação e inseticida adotado. Períodos entre 12 e 21 dias após a primeira aplicação tem melhor efeito quando comparados a 28 dias, se considerarmos uma alta população de percevejos, pois em alguns casos perderemos qualidade e não efetivamente rendimento. Espero ter ajudado! Grato.

Marcelo Martins

16/12/2014 19:42:43
Execelente reportagem muito util.

Clóvis do Lago Albuquerque

16/12/2014 18:29:08
Muito bom esse artigo . Com certeza os Percevejos vem ganhando importância vital , quando se mede os prejuízos que vem ocorrendo na qualidade dos grãos e sementes . O manejo correto de pragas , é uma das formas de seguras para garantir de forma equilibrada e racional, uma melhor qualidade final , com poucas avarias e que beneficiam toda a cadeia , principalmente o produtor.
     
 

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