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Doenças Foliares na Cultura do Milho Safrinha

14
mar
2017
Doenças, Manejo, Milho, Safrinha

por Richard Mello¹

No cenário atual de produção do milho verão e safrinha observa-se um aumento na pressão de inóculo de vários patógenos. Doenças foliares podem comprometer o rendimento da lavoura em função da dificuldade de controle, principalmente na safrinha, e por isso devem ser tratadas com atenção.

Este artigo traz uma abordagem sobre as principais doenças foliares na safrinha: cercosporiose (Cercospora zeae-maydis), mancha branca (Phaeosphaeria maydis/Pantoea ananatis/Phoma sorgui), ferrugens (Puccinia polysora e Physopella zeae) e helmintosporioses (Exserohilum turcicum e Bipolaris maydis). Nele contemplam-se a descrição e diagnose, calendário dessas doenças para auxiliar no monitoramento, citação das condições ideais para desenvolvimento de cada patógeno e por fim sugestões para o manejo químico.

Ressalta-se que o objetivo não é gerar discussões a respeito da adubação equilibrada, da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do manejo da irrigação (quando em cultivos sob pivô) e nem da época de plantio, que pode interferir no aparecimento e severidade dos patógenos citados acima.

1 - Descrição e diagnose:

Ferrugem Polissora
Ferrugem Polissora
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Ferrugem Polissora: A doença é causada pelo fungo Puccinia polysora. Este produz nas folhas, e em outros órgãos verdes, pústulas pequenas, circulares a ovais, de cor alaranjada e com diâmetro entre 0,2 a 2 mm. As pústulas encontram-se distribuídas densamente na face superior da folha, e os sintomas podem ser observados no colmo, espiga e no pendão. Essa doença é considerada muito agressiva, e há relatos de perdas de produtividade de até 65%.


Ferrugem Branca ou Tropical
Ferrugem Branca ou Tropical
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Ferrugem Branca ou Tropical: A doença é causada pelo fungo Physopella zeae, que desenvolve pústulas brancas ou amareladas, que se aglomeram em pequenos grupos, nos dois lados das folhas e no mesmo sentido das nervuras. Em seguida, as lesões mudam de cor, ficando púrpura-escuro a manchas avermelhadas com o centro creme.




Mancha Branca ou Pinta Branca
Mancha Branca ou Pinta Branca
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Mancha Branca ou Pinta Branca: A etiologia da doença gera discussão entre autores. São encontradas publicações que comentam que o agente causal é a bactéria Pantoea ananatis, e outras publicações, que são fungos como Phaeospheria maydis e Phoma sorghi. As lesões iniciais apresentam um aspecto de encharcamento (anasarca), tornando-se necróticas com coloração palha, de formato circular a oval, com 0,3 a 2 cm de diâmetro. Os sintomas iniciam no topo e avançam em direção à base das folhas inferiores. Posteriormente estendem-se para as folhas superiores, conforme o desenvolvimento da planta. Essa é uma doença considerada agressiva e de alta disseminação. Há relatos de perdas de produtividade superiores a 60%.


Cercosporiose
Cercosporiose
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Cercosporiose: A doença é causada pelo fungo Cercospora zeae-maydis. Os indícios da doença são manchas cinza, predominantemente retangulares, que se desenvolvem paralelamente às nervuras. Os relatos são de perdas de produtividade superiores a 80%.





H. Turcicum
H. Turcicum
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

H. Turcicum: A doença é causada pelo fungo Exserohilum turcicum. Caracteriza-se por lesões ovais, inicialmente de cor palha, com bordas definidas e comprimento que varia entre 2,5 a 15 cm. À medida que o fungo se desenvolve, alcançando a frutificação, as manchas escurecem. As lesões iniciais são encontradas normalmente nas folhas inferiores.




Mancha de Bipolaris
Mancha de Bipolaris
Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Mancha de Bipolaris: A doença é causada pelo fungo Bipolaris maydis. Esse, por sua vez, possui duas raças fisiológicas, a raça “O” e a raça “T”, sendo que a última é mais agressiva. As lesões são de cor palha, tem formato retangular e aparecem entre as nervuras, porém sem respeitar perfeitamente seus limites, podendo assim, ser confundida com a cercosporiose.




2 - Condições ideiais das principais doenças foliares:



Fonte: Fundação ABC, 2011.


3 - Calendário para monitoramento das principais doenças foliares de acordo com desenvolvimento fenológico da cultura do milho:

Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

Com base nos três itens anteriores somado ao conhecimento do híbrido a reação das doenças foliares, tem-se um auxílio completo para o monitoramento da lavoura. De posse dessas informações torna-se estruturado o planejamento do manejo químico, ou seja, a melhor escolha do fungicida, o número de aplicações e a época mais adequada de aplicação.

A tabela abaixo apresenta algumas sugestões do que a Agronomia da DuPont Pioneer vem trabalhando em relação ao direcionamento dos grupos químicos versus a doença foliar.


4 - Sugestões do controle químico com base no grupos químicos:

Fonte: Agronomia - DuPont Pioneer

¹Agrônomo de campo na DuPont Pioneer

Referências

Schipanski C.A. Manual de identificação e manejo das doenças de Milho. 3º Edição. Fundação ABC. Castro-PR, 2011;
Casela C.R, Ferreira A.S, Pinto N.F.J.A, Circular Técnica 83, Embrapa Milho e Sorgo. Sete Lagoas-MG, 2006;
Kiersten Wise, Purdue Botany & Plant Pathology. Diseases of Corn - Fungicide Efficacy for Control of Corn Diseases. Purdue Extension. BP-160-W Local Faces Countless Connections. West Lafayette, Indiana, 2015. ​

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  • Comentários (7)

Antonio Carlos Pereira Junior

14/4/2019 15:30:27
Gostaria de pedir a vcs um modelo de projeto de piscicultura
Blog Agronegócio em Foco
23/4/2019 9:04:24
Olá Antonio! Trabalhamos com pesquisa, desenvolvimento e comercialização de sementes de milho, soja e sorgo. Neste caso, sugerimos que você busque uma empresa especializada em piscicultura. Se pudermos esclarecer mais alguma dúvida, pode nos deixar um comentário. Abraço!

João Josué Batista Neto

16/3/2017 15:01:32
Excelente este artigo, muito explicativo, porém, faltou colocar as cultivares tolerantes ou resistentes, se é que tem.
Richard Mello
23/3/2017 15:49:51
Prezado Sr João, inicialmente agradecemos sua visita em nosso blog. Em relação ao seu comentário, as cultivares não foram citadas em função das diferenças ambientais e posicionamento das mesmas em todo o Brasil. Desta forma, para maiores informações a respeito de cultivares indicadas à sua região, sugerimos entrar em contato com nosso representante de vendas: Jaderson Cavalin (63) 99981-8990 ou (63) 3213-1975. Abraço, Richard.

Reginaldo Zandonade

14/3/2017 21:08:37
Parabéns, ótimo trabalho.

Renato Brancher

14/3/2017 19:13:58
Parabéns pela objetividade e praticidade dos dados apresentados. Prontamente aplicáveis a nós, agrônomos de ação campeira.

José de Assis Carolino

14/3/2017 16:21:51
Parabéns pela matéria. Genial esse enfoque das doenças FOLIARES. É muito mais fácil detctar e transmitir para o nosso público (modesto homem do campo), que às vezes não sabe sequer diferenciar doença versus praga. Mas, esse calendário servirá, com certeza, a todos que trabalham com a cultura do MILHO, principalmente, nós, que somos técnicos. Muito bom mesmo. Obrigado. Assis.
     
 

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