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Plantio de Milho para Produção de Silagem na Safra Verão

22
ago
2017
Plantio, Silagem, Milho
Por Robson Fernando de Paula¹

O momento da implantação da cultura do milho para produção de silagem na safra 2017/18 está se aproximando, e temos observado que a produção leiteira vem cresecendo e se profissionalizando a cada dia, e também que a produção de forragem em volume e qualidade é um dos principais desafios na atividade. A busca por fornecer o maior volume de forragem na dieta, principalmente silagem de milho de alta qualidade e com boa disgestibilidade, tem sido constante. Por isso, é importante relembrar alguns fatores que determinam que a qualidade da silagem se faz no campo:

  • A escolha do híbrido adequado e a realização do plantio dentro da janela de recomendação;
  • A qualidade do plantio possui impacto na produtividade e na qualidade da silagem de milho;
  • A produtividade da silagem é guiada pela biomassa produzida em volume por hectare bem como o conteúdo de amido na massa ensilada;
  • A produtividade da silagem e o conteúdo de amido são resultado da população de plantas estabelecida em número adequado para época de plantio e híbrido escolhido.

Muitos os fatores podem provocar a redução de estande ou perda de plantas da semeadura até o estabelecimento inicial da lavoura. Neste material, serão abordadas as fontes de perdas de plantas durante a operação de semeadura e como a eventual dimuição do potencial de rendimento de grãos pode resultar em menor volume de amido (grãos) produzido por hectare, acarretando em aumento de custos de alimentação. Para atingir boas produtividades, é fundamental que no momento do corte ou colheita, a lavoura esteja no estande ideal de plantas e uniformidade adequada.

Como obter o estande ideal para a lavoura de milho?

Para o estande ideal é necessário obter uma planta viável e produtiva a partir de cada semente depositada no solo, na população recomendada ao híbrido, dentro da época de plantio. O estabelecimento das plantas deve ocorrer com uniformidade de distribuição e de acordo com o tempo de emergência.

Condições adequadas para o plantio e desenvolvimento da cultura

Para que a semente desenvolva o processo de germinação e emergência é fundamental que, ao ser colocada no solo, sejam fornecidas as condições adequadas de umidade e temperatura. Em muitas regiões, principalmente no Sul, os plantios de milho iniciam ainda no final do inverno, onde ainda ocorrem temperaturas baixas. Para a emergência rápida e uniforme é importante que o solo não se encontre em condição de temperatura baixa, pois isso poderá retardar o processo de germinação e emergência provocando perda de sementes e plântulas. Temperaturas abaixo de 10ºC provocam a redução da emergência e aumentam a porcentagem de plantas anormais. Por outro lado, temperaturas superiores a 40ºC prejudicam sensivelmente a germinação. As temperaturas ideais para germinação e emergência devem girar em torno de 25ºC e 30ºC. (Ageitec – Embrapa)

A semeadura

É onde tudo começa, por isso, requer atenção especial durante todo o processo. O plantio não se trata de distribuir a semente e o fertilizante na lavoura, mas sim, uma operação de extrema importância, onde ocorrem vários eventos simultâneos desde o corte da palha, abertura do sulco, deposição do fertilizante, acomodação da semente no solo na profundidade adequada, e o fechamento e compactação do sulco do solo. A semeadura com qualidade garante o estabelecimento de plantas na população adequada para cada híbrido e resulta na uniformidade do estande. Esta prática se reflete em produtividade com bom volume de biomassa, elevada participação de grãos e, consequentemente, em elevada qualidade nutricional.

Velocidade do conjunto

Um dos fatores que mais interferem na população e na uniformidade das plantas na lavoura é a velocidade de plantio, (MADALOZ. et all., 2014). A figura 1 mostra que com o aumento da velocidade, a população final de plantas diminui e com consequente redução no rendimento final de grãos.

Figura 1: Produtividade (A), população de plantas inicial e final (B) em relação a velocidade de plantio (km.h-1). Fonte: Madaloz. J. et all (2014).


Maiores velocidades de semeadura podem aumentar o número de plantas anormais, também conhecidas como plantas vencidas ou dominadas. Indesejáveis nas lavouras de milho para produção de grãos e também para silagem, as plantas vencidas devem ser reduzidas ao máximo. Altas porcentagens de plantas sem espiga ou com espiga improdutiva, se comportam mais como uma planta invasora e reduzem a produtividade da matéria seca e o valor nutricional da silagem. Plantas irregulares são desfavorecidas na busca de água e nutrientes e dependendo do grau de atraso e do número de plantas atrasadas podem acarretar perdas de rendimento na ordem de 6% a 23% (NIELSEN, 2001, 2010; NAFZIGER et. all 1991).

Corte da Palha, Abertura e Fechamento do Sulco

São inúmeros os mecanismos de abertura e fechamento do sulco, porém, para o adequado alojamento da semente, é fundamental a formação do leito onde a mesma será depositada, uma vez que a exposição do solo ao sol eleva a sua temperatura e favorece a germinação uniforme.

 

Figura 2: Exemplo de ferramentas de abertura e fechamento de sulco.


A profundidade de deposição da semente deve ficar entre 4,0 e 7,5 centímetros, dependendo, principalmente, da umidade do solo. O mínimo de 4,0 cm deve ser atendido devido ao desenvolvimento adequado do epicótilo, onde serão emitidas as raízes nodais ou verdadeiras.

 

Gráfico 1: Relação entre profundidado dos grãos e o rendimento obtido. Fonte: DuPont Pioneer, EUA 2012.


 

Figura 3: Raízes nodais verdadeiras. Foto: Sandy Endicott.


Posição do Fertilizante x Semente

Além da profundidade correta da semente, é fundamental atentar para distância entre a semente e o fertilizante quando colocado na operação de plantio, principalmente, em lavouras de verão. A posição do adubo em relação à semente deve ser de 5 cm ao lado e 5 cm abaixo, conforme a figura 4.

 

Figura 4: Posição do fertilizante em relação a semente.


Distribuição Longitudinal de Plantas

No campo, é importante estar atento para a distribuição adequada das plantas na linha de plantio, pois a distância correta entre elas resulta no seu melhor desenvolvimento. Em lavouras com espaçamento reduzido, observa-se que a planta de milho parece se desenvolver de forma mais confortável, em função da distribuição das plantas ter uma tendência a ser mais uniforme, o que, por sua vez, favorece a interceptação da luminosidade.

Figura 5: A distribuição uniforme melhora a captura de radiação solar.


Quanto menor o Coeficiente de Variação (CV), mais adequada a distância entre as plantas. O CV é a medida de dispersão empregada para estimar a precisão de experimentos, fornecendo a variação dos dados obtidos em relação à média. Esta avaliação tem sido muito utilizada para medir a qualidade da distribuição de plantas. Um coeficiente de variação baixo é resultado do ajuste correto do mecanismo de distribuição ou dosador das sementes, e também da velocidade adequada de deslocamento do conjunto (trator + semeadora) durante a operação.

Em resumo, o potencial de produtividade em biomassa com alta participação de grãos de uma lavoura de milho para silagem será otimizado se forem respeitados todos os componentes do processo de semeadura conforme a figura 6.

 

Figura 6: Construção de uma lavoura de milho para silagem de alto potencial.


Para saber mais sobre o plantio de milho para produção de silagem, acesse: www.pioneersementes.com.br/silagem/plantio e em caso de dúvidas, envie sua pergunta para nossa equipe no espaço de comentários.

¹ Engenheiro Agrônomo e Gerente Técnico de Silagem para o Brasil e Paraguai


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Referências bibliográficas

HOLLINGER, S. E. & Angel J. R. Illinois Agronomy Handbook. 24th Edition. Illinois: University of Illinois, Champaign-Urbana, 2009.
NAFZIGER, E. Illinois Agronomy Handbook. 24th Edition. Illinois: University of Illinois, Champaign-Urbana, 2009.
NIELSEN, R. Comunicação verbal. 2012.
MADALOZ, J. C. et all. Influência da velocidade da operação de semeadura na distribuição longitudinal das plantas e produtividade do milho in Congresso Brasileiro de Milho e Sorgo, Salvador-Bahia, 2014.
http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/milho/arvore/CONTAG01_17_168200511157.html

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