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7 práticas para manter a qualidade do grão e evitar perdas na colheita

13
jun
2018
Milho

Revisado e atualizado por José Carlos Madaloz, Agrônomo de Campo Sementes da Corteva Agriscience™, Divisão Agrícola DowDupont

Durante a segunda safra, muitos agricultores costumam deixar o milho por mais tempo no campo com a finalidade de economizar e diluir custos com secagem e armazenamento.

Nesse período, na maioria das regiões Centro e Norte, as precipitações próximas à maturidade fisiológica e colheita são mínimas, mas na região Sul podem ocorrer períodos de excesso de chuvas, favorecendo o aparecimento de problemas relacionados a qualidade de grãos.

Além disso, a maior exposição do milho no campo, após a maturação, intensifica possíveis problemas de quebramento e acamamento de plantas.

Para alcançar a qualidade desejada dos grãos é preciso considerar fazer uma seleção adequada de híbridos, ter conhecimento sobre o ambiente e realizar o monitoramento da área para, se necessário, antecipar a colheita.

Confira as 7 práticas que devem ser realizadas para manter a qualidade do grão e evitar perdas na colheita:


1. Selecione os melhores híbridos

A escolha de híbridos com alta qualidade de grãos deve ser vista como o primeiro passo para alcançar bons resultados. É fundamental contar com um conjunto de híbridos que combinam um bom pacote de características agronômicas.

Converse com um Representante Pioneer para definir quais são os melhores híbridos para lhe atender.

Um híbrido que apresenta tolerância à podridão de grão possui uma característica importante na preservação da massa do grão e na armazenagem.

Também conhecida como grão ardido, a podridão de grãos é ocasionada por diferentes patógenos, por isso, é importante conhecer o histórico da região para fazer uma escolha inteligente em relação aos híbridos.


2. Conheça o ambiente

A escolha do híbrido mais adequado está diretamente relacionada ao conhecimento do ambiente, porque alguns fatores ambientais podem ampliar as chances de entrada e desenvolvimento de patógenos. São eles:

  • plantios em que a fase de pré-florescimento coincida com chuvas excessivas ou em que o início do período de perda de água dos grãos aconteça durante temperaturas amenas e/ou chuvosas;
  • alta incidência de pragas na espiga;
  • e falta de rotação de culturas.
Esteja atento:

Hospedeiro com inóculo inicial + condição ambiental favorável = maior risco de ocorrência de grão ardido.


3. Monitore a área

O monitoramento das condições da lavoura auxilia na definição do momento correto para realização da colheita.

Quanto maior a exposição do milho na lavoura maiores as chances de apresentar problemas de colmo, raiz ou podridão de espiga.

Para identificar colmos frágeis aperte o primeiro ou o segundo internódio acima da superfície do solo. Se o colmo do milho ceder, isso indica estádios avançados de exaustão de colmo.

Outra técnica utilizada consiste em empurrar a planta de milho para o lado entre 20 e 30 cm na altura da espiga. Se o colmo dobrar próximo à base ou se não retornar à posição vertical, é sinal de ocorrência de podridão do colmo.

Para a realização dos testes é preciso checar 20 plantas em 5 pontos distintos do talhão. Estando 10 a 15% dos colmos apresentando podridão, o talhão deve ser colhido antecipadamente.

Problemas de raiz podem ser identificados no campo com a morte prematura da planta. Ou seja, quando as demais plantas estão em fase de enchimento de grãos, as plantas com problemas de raiz tendem a morrer antes, não completando o enchimento dos grãos e deixando a planta a mercê de outros patógenos e ao quebramento e acamamento.

A podridão da espiga pode ser avaliada tirando a palha das espigas de 5 plantas em 5 pontos do talhão para verificar a presença de insetos ou início de podridões. No caso de problemas severos, considere a colheita antecipada para reduzir a multiplicação de pragas e podridões.


4. Planeje a colheita

Para evitar futuros problemas, o planejamento deve ser realizado antes do plantio, levando em conta o tamanho da área plantada, as culturas e variedades presentes, a disponibilidade de máquinas e silos, entre outros.

Para o planejamento do momento certo de colheita, com máximo potencial, também é necessário compreender o modo como a planta se desenvolve.


5. Conheça os estádios de desenvolvimento da planta

Conhecendo os estádios de desenvolvimento da planta, é possível saber o quanto haverá de perda de umidade por dia após o enchimento dos grãos até a colheita e quais riscos se corre caso a colheita atrase.

A partir do estádio R5 ocorre o enchimento dos grãos, o que é facilmente percebido em função da formação da “linha do leite”, que avança da extremidade do grão em direção a base (imagem 1).


 

Imagem 1. Formação e avanço da linha do leite. Foto: Steve Butzen, Pioneer.


Em R5, a umidade do grão é alta, aproximadamente 55%. Nesse momento ocorre o rápido acúmulo de amido e incremento de massa seca do grão até seu máximo enchimento.

No final de R5, está o chamado ponto de máximo peso de grãos (matéria seca) e o avanço ao estádio R6.

No início de R6, com seu peso seco máximo, os grãos encontram-se com umidade em torno de 35%, e já são considerados maduros fisiologicamente.

Nessa fase, as células na ponta do grão perdem a sua integridade e rompem causando a formação de uma camada de abscisão comumente chamada “camada preta” (imagem 2).


 

Imagem 2. Camada preta. Foto: José Carlos Madalóz


A partir da secessão do ligamento do grão com a planta, inicia o período de perda de umidade do grão.


6. Identifique o momento certo de iniciar a colheita

Deixar o milho secar no campo para economizar com transporte e secagem pode trazer consequências negativas para a produtividade e qualidade, além de perda do ponto ideal do potencial produtivo do milho, que fica entre 21 e 25%.

A colheita do milho deve iniciar quando estiver com 25% de umidade.

Áreas onde são cultivadas outras culturas, podem ter a colheita antecipada quando a umidade do milho estiver entre 28 e 29%.

Monitore a umidade e as condições do talhão a partir da maturação fisiológica.


7. Entenda o período de perda de umidade do milho

A taxa de perda de umidade é influenciada pela temperatura do ar, ventos, umidade relativa e teor de umidade do grão.

Características do híbrido como empalhamento, orientação da espiga, população de plantas e dureza de grão também interferem na velocidade da perda de umidade.

Durante os primeiros 20 dias após a maturação fisiológica há uma perda, em média, de 0,69% de umidade por dia. Nos 20 dias seguintes, a perda é de 0,44% por dia.

No período de perda de umidade, podem ocorrer chuvas, causando o molhamento das palhas e o recobrimento do grão por alta umidade. Para a retomada da perda de umidade do grão, primeiro é necessária alta demanda de calor/energia para a perda da umidade da palha e da umidade ao redor do grão.

Períodos chuvosos, por favorecerem o acúmulo de umidade na espiga, podem proporcionar o desenvolvimento de fungos e o aparecimento de grãos ardidos.

A condição estrutural da planta é um ponto importante, uma vez que a repetição de perda e ganho de umidade pelo colmo favorece o aparecimento de fungos, provocando sua deterioração e, consequentemente, a sua quebra – situação que dificulta a colheita mecanizada.


Os efeitos do atraso da colheita

Na safra 2012/13, os engenheiros agrônomos, Robson de Paula e José Carlos Madalóz, realizaram ensaios nas cidades de Ponta Grossa/PR, Mamborê/PR e Itararé/SP com objetivo de avaliar os efeitos do atraso da colheita nos principais parâmetros considerados para a cultura do milho. Veja os resultados a seguir:


Umidade

As colheitas iniciaram quando os grãos se encontravam com teor de umidade de aproximadamente 30%, repetindo, posteriormente, a colheita a cada 10 dias (gráfico 1).

 

Gráfico 1. Umidade. Fonte: Trabalho realizado pela Pioneer/Pesquisa Agronômica-PR


Observe que ocorreu uma redução considerável do teor de umidade, conforme o atraso da colheita.


Produtividade

A produtividade sofreu uma leve redução (gráfico 2).

 

Gráfico 2. Produtividade. Fonte: Trabalho realizado pela Pioneer/Pesquisa Agronômica-PR


Importante ressaltar que a colheita foi realizada manualmente, dessa forma, as possíveis perdas que poderiam ocorrer na colheita mecanizada devido ao quebramento de plantas não foram consideradas.


Quebramento

A exposição por longos períodos das plantas de milho já secas na lavoura, associada às chuvas e temperaturas, favoreceu o enfraquecimento do colmo e consequentemente a sua quebra (gráfico 3).

 

Gráfico 3. Quebramento. Fonte: Trabalho realizado pela DuPont Pioneer/Pesquisa Agronômica-PR


Grão ardido

O percentual de grãos avariados, sofreu considerável aumento com o atraso da colheita. Isto pode ter acontecido devido aos constantes processos de molhamento com as chuvas, o que propiciou condições favoráveis de umidade e temperatura para o desenvolvimento de fungos (gráfico 4).

 

Gráfico 4. Grão ardido. Fonte: Trabalho realizado pela DuPont Pioneer/Pesquisa Agronômica-PR


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Referências:

Nielsen, R. L.; Brown, G.; Wuethrich, K.; Halter, A.: Kernel Dry Weight Loss During Post-Maturity Drydown Intervals in Corn https://www.agry.purdue.edu/ext/corn/research/rpt94-01.htm, 1996.
Martinez-Feria, R.; Licht, M.; Archontoulis, S.: Corn Grain Dry Down in Field From Maturity to Harvest https://crops.extension.iastate.edu/cropnews/2017/09/corn-grain-dry-down-field-maturity-harvest, 2017.
Nielsen, R. L.: Grain Fill Stages in Corn. Purdue Univ. http://www.kingcorn.org/news/timeless/GrainFill.html, 2001.

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