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Adubação a Lanço Versus na Linha

28
ago
2019
Milho, Soja

O surgimento do “Sistema de Plantio Direto” (manejo do solo por rotação de culturas e semeadura sobre palhada) no Brasil teve início em meados da década de 70.

O plantio direto revolucionou o sistema produtivo brasileiro, proporcionando grandes melhorias de produção e preservação, uma vez que atua diretamente na melhora e manutenção da qualidade física, química e biológica do solo, auxiliando na redução de perdas de nutrientes e perdas de solo por erosão.

Além disso, o plantio direto aumenta o acúmulo de matéria orgânica, permitindo maior retenção e disponibilidade da água no solo.

Dados da EMPRAPA estimam que 75% das áreas cultivadas com soja e milho no Brasil estejam sob este tipo de manejo.

O ponto de reflexão sobre o sistema de plantio direto é a questão do não revolvimento do solo, baixa fertilidade, pH inadequado à cultura, consideração da dinâmica natural dos nutrientes, cultura utilizada, espaçamento inadequado, falta de rotação de culturas e consecutivas aplicações de adubo na linha de semeadura.

Estes fatores atuam com o aumento de concentrações de elementos químicos na superfície do solo (como o Fósforo) enquanto outros elementos podem ser perdidos por lixiviação (Potássio) e volatilização (Nitrogênio).

Com o crescimento exponencial da safrinha de milho em todas as regiões do Brasil, aumentou a necessidade de melhorar o sistema operacional agrícola, visando obter uma maior janela de semeadura.

Com o uso da agricultura de precisão e sua popularização entre os agricultores, também se intensificou a aplicação superficial de fertilizantes (nutrientes), principalmente Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) sendo que os dois últimos, em sua maioria, são aplicados a lanço em taxa variável de fertilizante.

Existem diversas controvérsias técnicas e científicas sobre a adubação a lanço, sua eficiência e possibilidade de utilização. Desta forma, o conhecimento dos elementos, dos adubos fertilizantes, e dos manejos operacionais adequados, possibilitam um melhor aproveitamento dos nutrientes, reduzindo desperdícios, maximizando a absorção e sua utilização pelas plantas, resultando em incremento de produtividade e lucratividade.

Formas de distribuição de fertilizantes

O manejo da fertilização é capaz de interferir nas reações que ocorrem entre os fertilizantes e o solo e, consequentemente, a disponibilidade dos minerais para as plantas. O modo de aplicação pode alterar a velocidade e a capacidade dos fertilizantes em reagir no solo.

Dentre as formas de distribuição de fertilizantes, as que se destacam são:

  1. adubação de semeadura - consiste na aplicação de fertilizantes e sementes ao mesmo tempo na linha de semeadura. Tem sido muito utilizada desde a invenção da semeadora-adubadora;
  2. adubação a lanço antecipada - consiste em antecipar a aplicação total ou parcial da quantidade de fertilizante requerida numa cultura, permitindo que o processo de semeadura ocorra de forma mais rápida.

Adubação antecipada X no sulco

Os atrasos durante a operação de semeadura podem resultar em redução de produtividade, por isso, essa acaba sendo uma das razões da necessidade de aplicar grandes quantidades de adubo no momento da implantação da cultura.

As grandes quantidades de adubo aplicadas implicam em maior tempo e número de abastecimentos da semeadora, o que vai impactar na sua capacidade operacional.

Uma das alternativas para contornar o problema é antecipar a adubação. Neste sistema, a adubação é aplicada antes da semeadura, proporcionando um menor tempo nas paradas para o abastecimento da semeadora, reduzindo o número de conjuntos (trator e semeadoura), dos custos operacionais e do custo total.

A adoção do sistema de antecipação da adubação pode possibilitar o aumento na receita líquida quando comparado ao sistema tradicional, independente do período de semeadura.

A adubação no sulco vem sendo substituída pela aplicação a lanço, sem incorporação, visando maior rendimento operacional nas janelas de semeadura, de modo que se aproveite ao máximo os períodos de safra e safrinha.

A adubação a lanço não apresenta inconvenientes entre os nutrientes Nitrogênio e Potássio, mas se tratando de Fósforo é uma prática ainda controversa e as opiniões divergem.

O Fósforo é um nutriente que apresenta efeito residual de longo prazo, dessa forma, o efeito de práticas de manejo envolvendo este nutriente não pode ser plenamente compreendido pelo desempenho das lavouras no curto prazo. É preciso evitar conclusões imediatistas, e pensar um pouco mais sobre formas eficientes de manejar este nutriente na agricultura moderna.

Mobilidade dos nutrientes P, K e N no solo

Sucintamente vamos relembrar a mobilidade dos nutrientes no solo. Este processo está relacionando com as cargas de cada elemento e sua relação com os diferentes tipos de solo.

Os cátions são macronutrientes, como o Potássio (K+), o Cálcio (Ca++), o Magnésio (Mg++) e o Nitrogênio (NH4+). Já os ânions são macronutrientes como o Nitrogênio (NO3-), o Fósforo (H2PO4-) e o Enxofre (SO4--).

O Potássio, o Cálcio, o Magnésio e parte do Nitrogênio, comportam-se como cátions nos solos. Em geral, possuem saldos de cargas negativas beneficiando a adsorção de íons de cargas positivas, por isso, possuem menos problemas de lixiviação ou de deficiência como alguns ânions em situações particulares. Porém, em solos com baixa CTC, poderá ocorrer problemas com lixiviação e perda de Potássio. Dessa forma, é interessante seu parcelamento e uso de forma eficiente.

Outro elemento de extrema importância às plantas é o Nitrogênio e suas formas amoniacais – cátion (NH4+) e ânion (NO3-). Mais de 95% deste nutriente é encontrada nos solos, em disponibilidade de ânion – apresenta grande mobilidade e pode ser lixiviado para longe da superfície ou fora da zona de absorção das raízes.

Há uma relação forte entre a matéria orgânica do solo e o N disponível para as plantas, sendo que mais de 90% do N do solo está na forma orgânica. Em geral, cerca de 20 a 30 Kg de Nitrogênio por hectare são liberados para cada 1% de matéria orgânica mineralizada do solo. Sua redução e transformação é dependente de microrganismos e para fixação necessita de coloides, podendo ser lixiviado ou perdido na forma gasosa, ou absorvido pelas plantas.

O Fósforo também é um elemento fundamental para as plantas, sua presença no solo é relativamente alta, mas somente pequenas quantidades estão presentes na solução do solo e pouco disponível às plantas. Este processo é afetado pelo pH do solo.

O Fósforo pode ser encontrado de duas formas: orgânica e inorgânica. O Fósforo inorgânico ocorre na fração argila do solo, ligado ao Cálcio, Ferro e Alumínio, e quase na sua totalidade não está disponível às plantas. A pequena parcela disponível às plantas tende a ser facilmente fixado por argilas do solo.

Impactos da aplicação de Fósforo a lanço

No solo: a concentração de Fósforo (P) na superfície do solo aumenta a possibilidade de contato deste nutriente com o calcário, o que torna o P menos solúvel. A difusão é dificultada porque este processo necessita de umidade, porém, em superfície, a difusão sem água é reduzida e afetada, porque a camada superficial do solo é mais aquecida, perde mais água por evaporação e tende a secar primeiro. Além disso, pode ocorrer o “efeito dreno” em camadas mais profundas do solo.

Na água: o Fósforo aplicado em superfície pode ser carregado pelo escorrimento superficial em solo declivoso, se este não for plantado em nível e com uma boa quantidade de matéria orgânica, palhada, terraços e drenagem (solos compactados). Desta forma, efeitos da baixa mobilidade, como a ação dos agentes sobre o movimento do P no solo, afetam diretamente sua mobilidade, concentração e disponibilidade para as plantas.

Na planta: o Fósforo aplicado em superfície pode fazer com que ocorra concentração de raízes próximas à superfície. Isso faz com que em anos de baixo índice pluviométrico e/ou na safrinha haja redução da produtividade da cultura, em virtude do baixo volume de raízes em camadas mais profundas do solo. Essa situação pode ser minimizada com o aumento de Cálcio em profundidade, uma vez que o Fósforo é pouco móvel no solo, mas é móvel na planta, e isso fará com que P seja absorvido das camadas superiores e carreado para a zona de crescimento da raiz, permitindo um bom desenvolvimento radicular.

O papel da rotação de culturas

Práticas como a rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura aumentam a eficiência das adubações a lanço, criando condições para que se potencialize o fluxo de ressuprimento de Fósforo em profundidade.

A adubação a lanço vem sendo utilizada por empresas do agronegócio no Cerrado brasileiro como forma de reduzir a quantidade de adubo na semeadora, aumentando o rendimento e eficiência das operações.

Produtores do Oeste da Bahia, região referência em construção de perfil do solo, vem obtendo sucesso com a adubação de manutenção a lanço sem incorporação, utilizando rotação de culturas e consórcio de milho com Brachiaria sp.

O uso de Brachiaria sp.  pode atuar diretamente sobre o incremento de matéria orgânica, aeração e descompactação do solo, por possuir capacidade produtiva de até 10 toneladas de raiz por hectare.

Essas raízes podem alcançar até 3 metros de profundidade, capturando o Potássio lixiviado, bombeado para a parte aérea, ciclando estes elementos (que já haviam sido perdidos) em profundidades, onde as raízes de soja não conseguem mais aproveitar.

Por outro lado, faz com que o Fósforo, elemento móvel nas plantas, que estava em superfície, possa ser redistribuído através das raízes em profundidades no solo.

Manejos como a rotação de culturas, como o uso de Brachiaria sp., Stylosanthes sp., ou outras gramíneas e leguminosas possibilitam melhor dinâmica e aproveitamento dos nutrientes, pelos distintos sistemas radiculares.

Estudos realizados sobre a dinâmica do Fósforo no solo

A dinâmica dos elementos no solo é complexa, e está relacionada a diversos fatores, tipo de solo, pH, umidade, matéria orgânica, cultura, cultivar, espaçamento, etc. Assim, existem discussões sobre a variabilidade levada ao solo com adubação no sulco, em função das doses exigidas pelas culturas e os espaçamentos serem diferentes, quando plantadas em um mesmo talhão.

Mas, trabalhos de longa duração realizados por Anghinoni (2009) demonstram que a adubação no sulco tende a se concentrar nas camadas mais profundas do solo, quando comparada a adubação a lanço (quadro 1).

http://www.pioneersementes.com.br/blog/PublishingImages/20190726-Adubacao-Lanco-Versus-Linha-Distribuicao-P.jpg Quadro 1. Distribuição de P (mg dm-3) no perfil em função do tempo de cultivo e do modo de aplicação do fertilizando em SPD no RS (Argissolo 22% argila – 18 anos). Fonte: Adaptado de Anghinoni (2009).

Trabalhos da equipe do Dr. Djalma, da Embrapa Cerrados, demonstram a baixa mobilidade e a concentração do nutriente fósforo (imagem 1), em comparação à adubação à lanço.

http://www.pioneersementes.com.br/blog/PublishingImages/20190726-Adubacao-Lanco-Versus-Linha-Distribuicao-Fosforo.jpg Imagem 1. Distribuição de Fósforo no perfil, conforme o modo de aplicação no Cerrado.
Fonte: Santos (2009) adaptado por Souza et al. (2010).

Pesquisas nos EUA demonstram que 55% do Fósforo absorvido pela planta de milho ocorre depois do estádio R1 (gráfico 1). É preciso ter água no sistema – condição nem sempre favorável.        

http://www.pioneersementes.com.br/blog/PublishingImages/20190726-Adubacao-Lanco-Versus-Linha-Curva-Absorcao-P.jpg Gráfico 1. Na planta/potencial produtivo. Fonte: adaptado de Bender et al. (2013).
 

No gráfico 2 temos a dependência da produção em relação ao Fósforo disponível no solo, o que demonstra a importância da correção deste nutriente. A elevação de fósforo para o nível crítico, é um dos critérios para iniciar a adubação a lanço (RESENDE, 2013). Este elemento é fundamental no processo de geração de energia pelas plantas, e sua disponibilidade atua diretamente no metabolismo celular e incremento de massa dos grãos.

http://www.pioneersementes.com.br/blog/PublishingImages/20190726-Adubacao-Lanco-Versus-Dependencia-Producao-Fosforo.jpg Gráfico 2. Dependência da produção em relação ao fósforo disponível no solo. Fonte: Álvaro Resende (2013).

A adubação com os elementos Nitrogênio, Fósforo e Potássio a lanço, em superfície, podem ser adotadas com o objetivo de rendimento operacional e redução dos custos de produção, sempre observando o tipo de solo, a cultura a ser implantada, relevo, compactação, matéria orgânica do solo, e também os níveis em que se encontra cada nutriente (níveis críticos).

Para baixar esse conteúdo em PDF, clique aqui.

Alguma dúvida sobre adubação a lanço? Deixe o seu comentário aqui embaixo para mim.

por Paulo Capistrano Dias Tomé Engenheiro Agrônomo, formado pela Escola Superior de Agronomia de Paraguaçu Paulista (ESAPP), com especialização em Gerenciamento da Cultura do Algodão (CEFET). Possui experiência no manejo das culturas de soja, milho, algodão e girassol. Atualmente é Agrônomo de Campo na Corteva Agriscience™.

Publicado em: 25/08/2015
Atualizado em: 28/08/2019

Referências
HANSEL, FERNANDO, D. Fertilizantes fosfatados aplicados a lanço e em linha na cultura da soja sob semeadura direta. Disponível em: <http://w3.ufsm.br/projetoaquarius/pdfs/dissertacoes/_d_Fernando%20Dubou%20Hansel.pdf>,. Acesso em: 16 de maio de 2019.
NOVAIS, R.F. & SMYTH, T. J. Fósforo em solos e planta em condições tropicais. Viçosa, MG, Universidade Federal de Viçosa, 1999. 399 p.
RAMOS, ANDRÉ. Adubação antecipada e a lanço no milho safrinha. Disponível em <http://www.pioneersementes.com.br/media-center/artigos/171/adubacao-antecipada-e-a-lanco-no-milho-safrinha>. Acesso em: 16 de maio de 2019.
RESENDE, ÁLVARO V. Adubação fosfatada e a lanço é prática de manejo sustentável? 2013. Disponível em <http://brasil.ipni.net/article/BRS-3228>, acesso em 16 de maio de 2019.
SÁ, JOÃO CARLOS DE M. Adubação fosfatada no sistema plantio direto. Disponível em: < http://brasil.ipni.net/ipniweb/region/brasil.nsf/e0f085ed5f091b1b852579000057902e/de2da84e7376676083257b080045a415/$FILE/Palestra%20Juca.pdf>. Acesso em: 16 de maio de 2019.
SOUZA, D. M. G. de; LOBATO, E. Adubação fosfatada em solos da região do cerrado. In: Yamada, T.; Abdalla, S.R.S. Fósforo na Agricultura Brasileira. Piracicaba: Potafós, 2004.  726 p.
SOUZA, D. M. G. de; LOBATO, E. Cerrado: correção do solo e adubação. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica, 2004. 416p.
VILELA, L.; SOUZA, D. M. G. de; SILVA, J. E. da. Adubação potássica. In: SOUZA, D. M. G. de; LOBATO. E. (Ed.). Cerrado: correção do solo e adubação. Planaltina: Embrapa Cerrados, 2002. p. 169-183.

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  • Comentários (23)

Iranilton Batista de Albuquerque

26/4/2020 23:25:55
Adorei, muito bem explicado
Blog Agronegócio em Foco
22/7/2021 10:53:29
Tudo certo, Iranilton? Que bom que você gostou do artigo, ficamos muito felizes com o seu feedback. Continue nos acompanhando e compartilhando sua opinião e/ou dúvidas :) Um forte abraço da nossa equipe!

Jorge Pardim

17/5/2017 18:47:24
Olá, parabéns pelo artigo! Conteúdo muito bom e de fácil entendimento! Grande abraço!

JOSE ALEXANDRE

15/9/2015 20:26:48
Muito interessante todas as informações técnicas quanto a dinâmica no P no solo. Não existe uma receita para todos. Cada propriedade é unica.Parabéns

Marcelo Cardoso

11/9/2015 14:18:53
Excelente artigo, ficamos no aguardo de outros. Parabens André

Joao Paulo A. Pereira

8/9/2015 17:17:14
-Boa tarde,gostaria de saber sobre aplicar o KCL antes da cultura instalada na area tem alguma interferencia no resultado final?O correto seria aplicar com a soja em um estagio mais avançado? Obrigado pela atenção.
André Paludo
11/9/2015 8:22:11
Obrigado João, pela leitura do texto e envio da pergunta! Nas áreas argilosas com alta CTC, a aplicação de adubação antecipada de KCL é normal e eficiente, sem problemas com perdas por lixiviação, pois as cargas do solo retém o potássio, deixando disponível às plantas no decorrer do ciclo da cultura. Já nos solos arenosos e com baixa CTC, a capacidade de retenção é menor. Sendo o potássio um elemento móvel no solo e estando em áreas com alto índice pluviométrico, este nutriente precisa de um cuidado maior. A literatura cita que neste tipo de ambiente é importante realizar o parcelamento do KLC em duas aplicações, sendo metade antes do plantio e o restante 30 dias após. É importante que você realize as correções e tenha no mínimo 2 a 5% de potássio em relação a CTC e trabalhe com rotação de culturas pensando em ciclar este elemento com culturas que possuam raízes mais profundas, como milho e brachiaria.

Fabio Silva Schavinski

8/9/2015 14:02:48
Inicialmente, gostaria de parabenizar o Sr. Andre Luiz Paludo pelo excelente estudo que conseguiu resumir de maneira eficiente para o fácil entendimento daqueles que buscam atingir a excenencia na produção de grãos. Trabalho na John Deere a mais de dez anos e fui um dos que trouxeram a plantadeira DB (semente sem aplicação de fertilizante) para o Brasil em meados de 2010. Lembro que quando estavamos em fase de projeto a questão sobre adubação a lanço versus no sulco gerou inumeras discussões saudaveis. Entretanto chegamos a conclusão que ambos tipos de plantadeiras coexistiriam no futuro, cada um com sua especificidade, a DB para quando os niveis de fertilidade so solo estivessem aceitaves, e suportatiam fertilização a lanço, e assim ganhando tempo para implementação da cultura seguinte; e a platadeira tradicional, com fertilizante, para situações em que os niveis nutricionais ainda precisariam de um aporte. Pois bem, eu mais uma vez parabenizo pela publicação e incentivo que estes tipos de estudos tivessem uma abrangencia maior, incuindo redes sociais do meio rural. Me coloco a disposição para colaborar no que precisar. abraços Fabio Silva Schavinski

almir rogerio ribeiro

2/9/2015 12:28:46
vou relatar a minha produção na lavoura de soja compramos terras aqui em agua boa mt no primeiro ano de plantio de abertura que rea um pasto degradado e fraco fizemos uma aplicação de adubo na linha de 500 kilos por hectare a produção foi de 50 sacas por hectares livre já no segundo ano jogamos os 500 kilos por hectare e quando a soja atingio o começo da floração até antes um pouco jogamos a mesma formula da base a lanço a formula usada foi 0 20 20 ai jogamos 200 kilos por hectare a produção foi para 75.5 de soja por hectare nesta safra de agora conseguimos 87.5 sacas de soja por hectare livre posto no armazém agora vamos trabalhar para chegar a 100 sacas de soja nesta safra e vamos em frente ate mais

Eli Milagres

29/8/2015 11:20:14
Excelente matéria, parabéns pelo estudo e conclusões.

Cácio Ribeiro

28/8/2015 10:53:21
Excelente texto!! E por acréscimo, BASTANTE DIDÁTICO!!

Giovani Batista Paludo

27/8/2015 10:55:36
Alo André Paludo, Levando em conta o seu sobrenome, você deve ser gente boa. Fazemos, há muito, a adubação total a lanço, com sucesso.Mas precisamos estar sempre atentos. Não existe solução de caráter definitivo.Daí a validade do seu texto. Falando em Paludos, qual o nome do seu avo e bisavô, visando identificação na árvore genealógica? O meu bisavô é Dommenico (Meno), chegado em 1888 e avô Giovanni (João). Um abraço. Giovani.
André Paludo
3/9/2015 9:02:45
Olá, Giovani! Inicialmente, gostaria de agradecer a leitura do artigo. Meu avô se chamava Dionisio Paludo, minha avó Vitória Moreto e meu Bisavô chamava Ângelo Paludo.

LUCIANO LUIZ ANDREIS

26/8/2015 16:43:44
muito bom seu artigo Andre estou começando a fazer adubação a lanço em minha propriedade morro no sudoeste do parana ,porém o sistema é um pouco diferente eu faço o fosforo no inverno no sulco do plantio de aveia e planto o milho soja de verão com adubação a lanço. No inverno no plantio de aveia a fonte de fosforo mais interessante seria o super simples ,iorim ou fosfato natural? Acredito que esse sistema seja eficiente pois estou colocando fosforo no sulco no inverno e tendo as vantagens operacionais da adubação a lanço no verão
André Paludo
3/9/2015 8:50:49
Olá, Luciano! Agradeço a leitura do texto e sua pergunta. Bom, alguns produtores do Sul do Brasil estão realizando esse processo com excelentes resultados. A adubação de FN tem ocorrido mais como fosfatagem corretiva aplicada sobre toda área e incorporada com grade pesada ou arado e, neste caso, uma fonte mais solúvel é indicada no sulco para que a planta tenha P disponível de imediato. Porém, dentro dos FNs existem reatividades diferentes, por exemplo, o FN de Gafsa ou de Norte Carolina são mais reativos que os de Araxá ou de Patos. Existem trabalhos com os FNs mais reativos obtendo os mesmos resultados de produtividade quando comparado às fontes solúveis. Na literatura, quando você faz uma busca, muitos autores afirmam quando há utilização dos FNs, a importância de se ter um pH ácido ou menor que 5,5. No entanto, esse pH citado é somente da massa do solo, não levando em conta o pH da Rizosfera de algumas culturas, que podem ser de 1 a 2 pontos abaixo do pH do solo, fazendo com que a adubação de FN no sulco também seja eficiente. Respondendo sua pergunta de forma mais objetiva, se você tem fósforo de 0-20 cm abaixo do nível crítico, o indicado é trabalhar no sulco com fontes mais solúveis, pois a planta não terá de imediato o fósforo necessário no solo para crescer e obter altos rendimentos. Caso você tenha uma condição diferente, faça um ensaio que seja representativo à sua realidade de solo, relevo, rotação de culturas. O resultado poderá ser diferente da fazenda ao lado.

Canroberk de Paula Patias

26/8/2015 9:45:11
Muito bom o texto, e para regiões onde o solo é mais argiloso a tendência é ainda menor "mobilidade" do nutriente fósforo no perfil do solo, ficando mais evidente que aplicações a lanço não seriam (ou grande parte desta), aproveitadas pelo cultura subsequente. Parabéns pelo texto.

mauricio alves silva

26/8/2015 9:37:46
Parabéns ao agrônomo André Luiz Paludo excelente material, esclarece a todos que temos que ter critérios técnicos para utilizar cada tecnologia, todas tens seus fundamentos mas depende de conhecimento da parte técnica ligada a parte financeira para cada propriedade se adaptar a melhor tecnologia para seu sistema.

ALEX

25/8/2015 23:56:33
Este tipo de publicação nos leva a refletir melhor e escolher as melhores praticas a serem utilizadas. Parabéns pelo texto

Ivo Frare

25/8/2015 17:30:18
Tenho lido muito sobre adubação de base nas grandes culturas. Pouco se tem falado sobre a correção do perfil do solo em profundidade com calcário e gesso. Sabe-se que, sem cálcio em profundidade tem-se poucas raízes em profundidade, em sendo verdadeiro essa minha colocação, como fica a grande perda de ânions em profundidade devido a pequena quantidade de cálcio e (raízes) em profundidade. Na minha opinião fosforo deve ser usado na linha de plantio para diminuir a superfície de contato do fosforo ao óxidos de Fe, e em cálcio, já que os mesmos jogados a lanço favorece a baixa eficiência agronômica do P
André Paludo
26/8/2015 12:59:15
Inicialmente, gostaria de agradecer a leitura do artigo. Seu posicionamento é muito importante e o respeitamos. Para se iniciar a adubação a lanço é necessário que o solo esteja corrigido (este é um dos critérios para iniciar esta prática). O gráfico do Alvaro Resende, citado no texto, ilustra isto. O que você fala sobre diminuição da superfície de contato é verdadeira, mas precisamos levar em conta a diversidade de solos que temos no país. Existem áreas plantadas no Oeste da Bahia com 6% de argila e áreas no Rio Grande do Sul com mais de 70%. Desta forma, não podemos afirmar que o fósforo terá o mesmo comportamento, pensando somente nesta variável, sem citar regime hídrico, manejo de solo, rotação de culturas, entre outros. A adubação na linha, feita de maneira correta é eficiente, assim como, com a adubação a lanço tem produtores obtendo resultados interessantes, quando realizam-na com critérios.

Ney Fernandes de Oliveira

25/8/2015 15:25:03
Parabéns ao Agrônomo André Luiz Paludo, pela foma em que aborda questão tão relevante, pois considera cada situação no campo, demonstrando que os agricultores devem conhecer suas realidades antes de querer aplicar novas "tecnologias". O fato de alguns produtores adotarem técnicas em seus campos não quer dizer que devam ser aplicadas sem maiores critérios por outros produtores. Fica aqui nosso apoio a todos os Agrônomos que trata de maneira séria todas as situações encontradas em nossos campos. Obrigado pela matéria e prossiga nessa caminhada que o levará em lugares prósperos.
Federico Gómez
20/4/2016 9:15:30
Buenos días Es interesante el artículo y además de responderme a algunas inquietudes también abre otras como por ejemplo: 1 - ¿ Que datos numéricos existen para justificar plenamente la diferencia entre voleo y surco con fósforo, para un cultivo de soja.? 2 - ¿ En caso de fertilizar al voleo, cuanto tiempo de anticipación a la siembra es lo mínimo necesario? 3 - La fuente de fósforo (fosforita, mezcla química, mezcla física) cuanto incide en la diferencia posible de rendimiento? Muchas gracias Saludos desde Uruguay
André Paludo
28/4/2016 16:33:45
Olá, Sr. Federico! Para a DuPont Pioneer, o Uruguai faz parte do negócio argentino. Por isso, sugerimos que o Sr. acesse o link http://www.pioneer.com/web/site/argentina/red-comercial/, onde poderá encontrar o contato certo para discutir mais sobre esse assunto. Além disso, lhe indicamos outra leitura que podem ajudá-lo a responder suas perguntas: Crescimento e produção de grãos da soja sob diferentes doses e fontes de fósforo em solos distintos (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-70542009000500004). Abraço, André Paludo.
     
 

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