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Enfezamentos e Viroses em Milho

02
fev
2016
Milho, Manejo, Doenças

O milho é a cultura base para alimentação animal via grãos, silagem de planta inteira ou de grão úmido no Brasil. A intensificação do cultivo no sistema de “safrinha”, favoreceu o aumento de pragas e doenças específicas dessa cultura. As doenças constituem um dos principais fatores limitantes da produtividade. Como principais motivos para este problema, destacam-se a expansão da fronteira agrícola, ampliação da janela de plantio, adoção de plantio direto, baixa rotação de cultura, plantios sequenciais (em decorrência da implantação de sistemas de irrigação) e uso de híbridos suscetíveis.

Um dos fatores que mais contribui para o aumento de pragas e doenças é justamente a disponibilidade de alimento, favorecida, principalmente, pelo crescimento da safrinha e do aumento das áreas irrigadas via pivô central, trazendo o cultivo intensivo e a exposição da cultura durante todo o ano no campo. Ambas as situações se tornaram uma ponte verde para a sobrevivência de certas doenças. Em determinadas condições, essa combinação ainda pode favorecer o surgimento de pragas exóticas ou de mudar o status de uma praga secundária para praga chave.

No contexto dos problemas relacionados a área de fitossanidade, iremos destacar a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), responsável por transmitir os molicutes (Spiroplasma kunkelli - enfezamento pálido e Fitoplasma - enfezamento vermelho) e o vírus da risca do milho (Maize Rayado Fino Virus - MRFV); e o pulgão, responsável pela transmissão não persistente do vírus do mosaico comum do milho.


Enfezamentos

Os enfezamentos são causados por espiroplasmas e fitoplasmas, sendo que o primeiro infecta o sistema radicular e, em seguida, o floema, enquanto que o segundo infecta o floema das plantas de milho.

O enfezamento pálido caracteriza-se por estrias cloróticas da base para o ápice das folhas. Já o enfezamento vermelho, caracteriza-se pelo avermelhamento das folhas a partir das margens e do ápice, seguido por folha seca.


 


 


Os sintomas podem variar dependendo da idade em que a planta é infectada. Entretanto, quanto mais cedo, maiores serão os danos. Os enfezamentos pálido e vermelho causam reações adversas na planta, como o multiespigamento, amarelecimento generalizado ou avermelhado nas folhas apicais, espigas secas prematuramente, grãos pequenos, manchados, frouxos na espiga ou chochos, devido ao seu enchimento incompleto.

Por estarem debilitadas, as plantas doentes facilitam a entrada de outros patógenos como Phytium sp., Diplodia sp., Fusarium sp., bactérias, etc., no colmo da planta. E desta forma, ao alimentar-se da planta infectada, a cigarrinha, inseto vetor, adquire o fitoplasma ou espiroplasma que, juntamente com a seiva, vão para a hemolinfa da cigarrinha e glândula salivares. Após um período latente de 3 a 4 semanas, o inseto passa a transmitir a doença para as plantas sadias.


Viroses

O vírus da risca do milho também é transmitido pela cigarrinha Dalbulus maidis e os sintomas aparecem entre sete e dez dias após a inoculação. Esta infecção precoce pode acarretar redução de crescimento e aborto das gemas florais. Esta virose pode determinar reduções em torno de 30% na produção e, por ser causada pelo mesmo inseto vetor dos enfezamentos vermelho e pálido, geralmente ocorre simultaneamente a estas doenças.

As infecções ocorrem geralmente nos estádios iniciais de desenvolvimento, por isso, é muito importante o monitoramento e utilização de tratamento de sementes, associados ao manejo químico.

Já o mosaico comum do milho é transmitido por várias espécies de pulgões, sendo as espécies mais eficientes o Rhopalosiphum maidis, Schizophis graminum e Myzus persicae. Os insetos vetores adquirem o vírus e em poucos tempo já estão aptos a transmitir. A formação de manchas verde clara nas folhas com áreas verde normal que dão um aspecto de mosaico para as plantas são parte dos sintomas do vírus.


Manejo das pragas

O manejo integrado de doenças e pragas é fundamental, uma vez que o controle químico dos insetos vetores é muito difícil. Por isso, é preciso evitar plantios tardios escalonados em áreas próximas, por favorecerem a sobrevivência do inseto vetor e dos patógenos, servindo como ponte verde. Como os danos mais severos ocorrem no estabelecimento da cultura, medidas de controle na fase inicial protegem o período mais crítico, podendo também evitar a explosão populacional do vetor para os estágios subsequentes.


Pulgão-do-milho

A transmissão inicial do vírus para uma nova lavoura é realizada pelos pulgões na forma alada, quando estes, saindo de suas colônias, realizam “picadas de prova” em uma planta jovem. A transmissão do vírus pelo pulgão inicia-se, aproximadamente, a partir de doze horas após o inseto alimentar-se da planta infectada. Para manejo deste inseto vetor, é necessário, além do controle dos indivíduos alados, monitorar as colônias de lavouras mais avançadas para posterior controle, evitando assim reinfestações de lavouras em estágios fenológicos iniciais:

  • O controle químico do pulgão vetor deve ser feito a partir de plantas em V3/V4 (considerando a época de plantio e população do inseto), monitorando o cartucho das plantas e verificando a presença de indivíduos alados;
  • Monitorar dos 30 aos 70 dias após a emergência, considerar 20% de plantas com mais de 100 pulgões e entrar com inseticidas registrados (fêmeas geram até 10 ninfas/dia);
  • Observar seca e altas temperaturas (18 a 25ºC);
  • Continuar monitoramento para aplicações inseticidas em pré-florescimento e início do enchimento de grãos;

 

Cigarrinha-do-milho

A recomendação é que seja feito o tratamento de sementes para controle do inseto vetor e a aplicação de inseticida seja realizada na fase inicial do estabelecimento da cultura. O nível de resistência de cada híbrido é diferente, desta forma, é importante a combinação de diversos híbridos para minimizar possíveis prejuízos.

O pousio deve ser considerado, assim como a destruição de plantas de milho voluntário, com o objetivo de diminuir a chance de sobrevivência dos insetos na entressafra.


 

Para complementar estas informações a respeito de enfezamentos e viroses em milho, a DuPont Pioneer disponibilizou um comunicado técnico sobre o assunto no Portal Pioneer. Clique aqui para saber mais.


Dúvidas sobre enfezamentos e viroses em milho? Deixe sua pergunta nos comentários logo abaixo. Participe!


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  • Comentários (4)

Vinícius Silva Magalhães

19/3/2017 22:04:41
Vocês saberiam me informar quais cultivares de milho são suscetíveis à cigarrinha (Dalbulus maidis)?
Marcelo Braga
22/3/2017 9:45:42
Caro senhor Vinicius! Agradecemos muito por acompanhar nossas publicações, isso motiva a nossa equipe cada vez mais a construir materiais técnicos com o objetivo de melhorar a vida no campo. Com relação ao vetor Dalbulus Maidis e os enfezamentos, é importante lembrar que não é um problema novo para à cultura do milho. Já tivemos outras epidemias desta doença no passado. A resistência genética dos híbridos é uma importante ferramenta de controle, porém, precisa ser associada com outras estratégias, como: monitoramento da população de cigarrinhas, uso de tratamento de sementes com ativos para o controle desta praga, época de plantio, etc. Nós, da DuPont Pioneer temos acompanhado a distribuição desta doença nas mais diversas regiões do país para auxiliar os produtores nas estratégias de manejo, por isso, recomendamos que senhor procure o representante comercial da DuPont Pioneer da região (www.pioneersementes.com.br/representantes) para fazer a melhor recomendação dos nossos híbridos, além do manejo adequado, afim de minimizar os riscos com esta doença. Qualquer dúvida, estaremos sempre à disposição para melhor lhe atender. Muito obrigado.

MARCELO COMPARINI

13/11/2016 10:54:38
Gostaria de saber se a cigarrinha do milho ataca também pastagens adubadas como o Mombaça, por exemplo, o Braquiarão e Tanzania. Se sim, como fazer para realizar o controle nos pastos? Obrigado.
Claudete Baumgratz
17/11/2016 8:00:50
Olá, Marcelo! A cigarrinha do milho, Dalbulus maidis, não ataca outras culturas, somente o milho. Para pastagens existe a ciagarrinha das Pastagens (Deois sp.), e para o controle das mesmas, você poderá seguir orientações deste link: http://www.cnpgl.embrapa.br/totem/conteudo/Forrageiras_e_pastagens/Pasta_do_Produtor/16_Controle_das_cigarrinhas_das_pastagens.pdf
     
 

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